O homem conhecido como “Zorro”, acusado de aterrorizar vizinhos em um condomínio de Canasvieiras, bairro do Norte da Ilha, em Florianópolis, foi proibido de frequentar o prédio após decisão da Justiça. Ele também não pode manter contato com a vizinha agredida na noite do último sábado (28).

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Segundo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os pedidos de prisão preventiva e temporária, feitos respectivamente pela Polícia Civil e pela 36ª Promotoria de Justiça da Capital, foram negados pelo Juízo da Vara do Tribunal do Júri da Comarca da Capital.

Com isso, a Justiça fixou apenas medidas cautelares. O NSC Total tenta localizar e a defesa homem.

Vizinha fala em “grande vitória”

A moradora registrou o momento em que “Zorro” foi abordado por autoridades na frente do condomínio e assinou um papel, na quarta-feira (1º).

“Pessoal conseguimos uma liminar de expulsão judicial provisória e urgente dele no predio, por hora ele não pode mais entrar em seu apartamento nem no condomínio. (…) Já é uma grande vitória saber que podemos andar dentro do nosso condomínio sem medo”, escreveu ela, nas redes sociais.

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Vizinho aterrorizou condomínio em Canasvieiras

Como o caso veio à tona?

O caso ganhou repercussão após uma moradora relatar agressões físicas nas redes sociais, na noite de sábado. Ela afirma que foi atacada pelo vizinho com um objeto contundente.

— Olha aqui, sangrando, tá? Todos os meus vizinhos aqui, todo mundo aqui está revoltado, não aguenta mais e a polícia não pode fazer nada — desabafou.

De acordo com a moradora, que é esposa do síndico do prédio, o homem vive no condomínio há cerca de sete anos e, desde então, mantém um histórico de conflitos com vizinhos.

Ela afirma que já houve episódios de agressões, ofensas e danos a bens de moradores, como carros e motos. Ainda segundo o relato, equipamentos de segurança do condomínio, como câmeras, teriam sido destruídos repetidamente.

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— Faz mais de quatro anos que a gente não pode ter câmera no condomínio, porque ele arranca tudo — disse.

Por que “Zorro” ainda não havia sido preso em Canasvieiras?

Após as agressões na noite de sábado, o vizinho não foi preso, mesmo com a presença da Polícia Militar no local. Segundo a corporação, por se tratar de uma ocorrência de lesão corporal, o caso foi entendido como de menor potencial ofensivo.

Com isso, foi adotado o procedimento de Termo Circunstanciado — ou seja, um registro policial simplificado utilizado para infrações penais de menor potencial ofensivo, como contravenções penais ou crimes com pena máxima de até dois anos.

No domingo (29), a moradora foi até a Central de Plantão Policial e prestou novas informações à polícia. Com isso, a Polícia Civil reviu o caso, tipificando como tentativa de homicídio e pedindo a prisão preventiva. A 36ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital se manifestou pela decretação da prisão temporária do investigado.

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