Benefício médio do Bolsa Família chega a R$ 777 após governo anunciar reajuste de 15%

Atualização do programa social repõe a inflação represada desde 2023 e começa a pagar os novos valores antes do segundo turno das eleições

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Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente de Lula (PT) no segundo turno nas Eleições 2026 (Foto: Arquivo NSC; Marcelo Camargo, Agência Brasil)

Governo federal reajusta valores do programa de transferência de renda após reposição inflacionária (Foto: Arquivo NSC; Marcelo Camargo, Agência Brasil)

O governo federal anunciou a correção dos valores do Bolsa Família em cerca de 15,04%, garantindo a reposição da inflação acumulada entre o relançamento do programa em março de 2023 e o mês de agosto deste ano. Com a mudança, a parcela mínima garantida a cada lar vulnerável passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto a média repassada às famílias atinge o patamar de R$ 777 a partir do calendário de pagamentos de outubro.

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A medida foi recebida pela oposição como jogada eleitoral do atual governo, e ameaçou ir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Reação da oposição e contestação judicial

A liberação dos novos valores em meio ao período de campanha eleitoral gerou reações no cenário político. Enquanto apoiadores da oposição anunciam ações na Justiça Eleitoral contra a medida, a equipe econômica sustenta que o reajuste respeita a legislação vigente e cumpre a diretriz legal que permite a correção dos valores a cada período de até dois anos.

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O coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho, entrou em contato com o veículo Metrópoles, e disse que aconselhará o presidenciável a não acionar o tribunal pelo reajuste no Bolsa Família.

“O que está acontecendo é puro desespero do Lula. Ele já deu subsídio para óleo diesel, o ministro da Fazenda, Durigan está falando em terceiro Desenrola. Agora dizem que vão acabar com Bets, já acabaram com a taxa das blusinhas”, afirmou Marinho.

Impacto fiscal nos cofres públicos

O reajuste que não constava na proposta orçamentária enviada ao Congresso em agosto, entrará em vigor a partir de 19 de outubro, gerando uma despesa extra de R$ 5,8 bilhões para os cofres públicos no quarto trimestre de 2026 e projetando um custo fiscal anualizado de R$ 22,7 bilhões a partir de 2027.

Com isso, o valor proposto para 2027 passará de R$ 157,1 bilhões com o Bolsa Família para cerca de R$ 179 bilhões. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Morett, há espaço fiscal para o aumento dos benefícios do programa.

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“Ficará claro no relatório de setembro, tem espaço fiscal. Vamos divulgar no dia 24, nosso trabalho agora é de consolidação. Então, dia 24 vamos passar os números, mas temos segurança que o espaço fiscal é superior do que é preciso para custear essa medida”, afirmou o ministro.

Regras e condicionalidades para o benefício

A revisão nos repasses beneficia mais de 19,3 milhões de famílias em situação de pobreza no país. Para continuar recebendo os valores atualizados e os adicionais por dependentes, as famílias cadastradas devem cumprir compromissos básicos na rede pública de saúde, como pré-natal para gestantes e acompanhamento nutricional, além de manter o acompanhamento escolar dos filhos.

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*Com edição de Nicoly Souza