Bolsa Família: Lula e Flávio Bolsonaro discordam sobre futuro do benefício, mas concordam em um ponto; veja qual

Planos de governo de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) têm ideias diferentes sobre manutenção do Bolsa Família

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Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) tratam sobre benefícios sociais em seus planos de governo (Foto: Ricardo Stuckert, Divulgação; Patrick Rodrigues, NSC Total)

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) tratam sobre benefícios sociais em seus planos de governo (Foto: Ricardo Stuckert, Divulgação; Patrick Rodrigues, NSC Total)

O Bolsa Família, um dos maiores programas de transferência de renda do mundo, é alvo de propostas pelos candidatos à Presidência que vão ao segundo turno nas Eleições 2026. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concordam em manter o programa, mas cada um tem planos diferentes sobre a manutenção do que é praticado atualmente ou de mudanças futuras.

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O programa virou uma das principais bandeiras de Lula, que decidiu aumentar o valor do benefício às vésperas do primeiro turno das Eleições. De R$ 600, o valor base passou para R$ 691, um aumento de 15%. No plano de governo, disponível no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula aponta as mudanças feitas desde 2023 no programa que, segundo ele, foi “recriado e expandido”. No entanto, não fala em medidas práticas de mudanças se for eleito para o próximo mandato.

O plano de governo aponta que o governo deve “manter, aperfeiçoar e ampliar as políticas de proteção social para quem mais necessita”, mas sem citar qualquer ação para isso.

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Quem eram todos os candidatos a presidente da República nas Eleições 2026

Flávio Bolsonaro não cita “Bolsa Família” no plano de governo

Já Flávio Bolsonaro não faz menção ao programa no plano de governo. Ele diz que quer “manter os programas sociais existentes, com aperfeiçoamento da gestão, correção de distorções e combate às fraudes”. No entanto, segundo ele, “manter não basta” e, por isso, quer fazer com que o programa seja uma transição.

“Criaremos uma trilha de qualificação e intermediação desenhada especialmente para quem recebe o benefício, para que a saída não seja um salto no escuro, mas um caminho com apoio em cada passo. E garantiremos
o retorno imediato e sem fila ao benefício após o seguro-desemprego, mantidas as condições de elegibilidade, para que ninguém tenha medo de tentar um emprego e acabar desamparado se não der certo”, diz o plano de governo.

Na prática, o Bolsa Família já funciona dessa forma atualmente. Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas aponta que 60% dos beneficiários do Bolsa Família de 2014 deixaram o programa até 2025. Além disso, também existe uma proteção para quem conseguir aumentar a renda e deseja realizar a transição para deixar o programa.

Saiba como funciona o Bolsa Família atualmente

Para ter acesso ao programa, a pessoa precisa receber, no máximo, R$ 218 mensais. Em uma família, essa é a renda máxima por pessoa. O Bolsa Família também conta com adicionais. Primeiro, é feito o cálculo do programa é a partir do Benefício Renda de Cidadania, correspondente a R$ 142, por cada integrante do domicílio. 

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Depois, os adicionais para crianças de zero a seis anos são aplicados, no valor de R$ 150 cada. A mesma adição acontece com o Benefício Variável Familiar, com pagamento de R$ 50 a cada gestante, nutriz, e crianças e adolescentes de sete a 18 anos da família. 

Como funciona o segundo turno para presidente?

Se nenhum candidato à Presidência da República alcançar mais da metade dos votos válidos no primeiro turno, os dois candidatos mais votados disputam o segundo turno. Na nova votação, será eleito presidente aquele que obtiver a maioria dos votos válidos. No segundo turno de 2026, a disputa será entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).