Cachorrinha de Ruy Ferraz espera ele chegar em casa dois meses após assassinato, diz esposa

Mulher de ex-delegado compartilha como ela e cadela da família estão lidando com o luto

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Delegado assassinado foi jurado de morte por facções criminosas; veja o que se sabe (3)

Ex-delegado-geral do estado tinha 68 anos (Foto: Redes Sociais, Reprodução)

Dois meses após a morte do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, sua cachorra Luna continua à espera do tutor na porta do apartamento onde viviam, em Praia Grande, no litoral paulista. A cena foi relatada pela viúva, Katia Pagani, que afirma enfrentar um processo difícil de luto. As informações são do g1.

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Em entrevista ao g1, Katia contou que a cadela era muito apegada ao ex-delegado e ainda demonstra sinais de saudade.

— Ela fica sempre olhando para a porta esperando ele chegar. Eu não falo mais o nome dele para ela, porque começa a procurá-lo — disse.

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A viúva revelou que chora diariamente e busca forças na fé, no trabalho e na família.

— O luto será para sempre, vou aprender a conviver com ele. Continuo rezando muito por ele e sinto muita falta — afirma.

Veja fotos do ex-delegado assassinado

Relembre o caso

O assassinato ocorreu no dia 15 de setembro, por volta das 18h. Fontes foi perseguido pelos atiradores pelas ruas de Praia Grande quando colidiu contra um ônibus. Após o acidente, homens armados desceram do carro e alvejaram o veículo em que estava o ex-delegado.

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Informações do MPSP indicam que o assassinato pode ter relação com a atuação de Fontes como delegado-geral de São Paulo, cargo que ele exerceu entre 2019 e 2022. Na época, Fontes lutou contra facções criminosas e foi jurado de morte, segundo o MPSP, após lideranças da facção deixarem o sistema prisional estadual e serem transferidas para o sistema prisional federal.

Quem era Ruy Fontes

Delegado-geral de São Paulo entre 2019 e 2022, Ruy Fontes é formado em Direito pela Faculdade de São Bernardo do Campo, com pós-graduação em Direito Civil, e atuou por mais de 40 anos na Polícia Civil, sendo foi pioneiro nas investigações sobre uma organização criminosa. Ele também comandou divisões como DEIC, DENARC e Homicídios, além de dirigir o Decap. 

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Ruy Fontes liderou transferências de líderes de organizações criminosas de presídios de São Paulo para unidades federais em outros estados. Em 2023, ele assumiu a Secretaria de Administração de Praia Grande, cargo que ocupava até os dias atuais.