Câmara terá 513 deputados em 2027, sendo 121 do PL; veja o número de cadeiras por partido

Partido Liberal (PL) saltou de 97 para 121 assentos e assegura prioridade na condução da pauta legislativa no mandato até 2031

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Partido Liberal (PL) conquista 121 assentos e terá a maior bancada da Câmara dos Deputados em 36 anos. Nova composição assume o plenário em 1º de fevereiro de 2027 (Foto: Divulgação, Câmara dos Deputados)

A eleição de 121 deputados pelo Partido Liberal (PL) garante ao partido a maior bancada na Câmara dos Deputados desde 1990 para a legislatura que iniciará em 2027. O avanço da legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, que saltou de 97 para 121 assentos, altera a correlação de forças no Congresso Nacional a partir de 1º de fevereiro, o que assegura prioridade na presidência de comissões centrais, na distribuição do orçamento e na condução de reformas fiscais no mandato até 2031.

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O novo desenho das forças políticas do país revela um plenário amplamente polarizado. A oposição lidera o jogo com o maior bloco individual, o que pressiona diretamente as articulações do Palácio do Planalto. A Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV) surge na segunda posição do ranking, com 88 deputados federais eleitos por partido, acompanhada de perto pela Federação União Progressista (União Brasil-PP), que garantiu 87 deputados federais eleitos por partido.

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Raio-X da divisão das 513 cadeiras na Câmara para 2027

Ao todo, 15 siglas e federações asseguraram assento na Câmara dos Deputados que iniciará em 2027. A distribuição oficial das vagas ficou assim:

  • PL: 121 deputados
  • PT-PCdoB-PV: 88 deputados
  • União-PP: 87 deputados
  • PSD: 43 deputados
  • Republicanos: 41 deputados
  • MDB: 36 deputados
  • Podemos: 27 deputados
  • PSB: 15 deputados
  • PSOL-Rede: 15 deputados
  • PSDB-Cidadania: 11 deputados
  • Novo: 10 deputados
  • PRD-Solidariedade: 7 deputados
  • PDT: 6 deputados
  • Avante: 5 deputados
  • Missão: 1 deputado

Puxadores de voto do PL e recordes de urna

Houve votações estrondosas em São Paulo, Minas Gerais e Ceará que alavancaram o resultado das urnas e consagraram os novos protagonistas da direita e da esquerda brasileira:

  • Nikolas Ferreira (PL-MG): campeão absoluto de votos no país, somou 3.119.318 sufrágios.
  • Lucas Pavanato (PL-SP): puxador de votos em solo paulista, alcançou 3.038.438 votos.
  • Erika Hilton (PSOL-SP): destaque da esquerda paulista, contabilizou 1.596.472 votos.
  • André Fernandes (PL-CE): liderança expressiva no Nordeste, registrou 684.372 votos.

Na capital federal, a lista dos 8 deputados federais eleitos por partido para compor a bancada do Distrito Federal reúne Fábio Felix (PSOL), Rafael Prudente (MDB), Alberto Fraga (PL), Thiago Manzoni (PL), Julio Cesar (REPUBLICANOS), Izalci Lucas (PL), Agnelo Queiroz (PT) e Prof. Reginaldo Veras (PV).

Cláusula de barreira e verba partidária

O cerco financeiro sobre legendas que não atingiram a cláusula de desempenho de 2026 promete mudar a rotina do Congresso. A cláusula exigia no mínimo 2,5% dos votos válidos (ou 13 parlamentares distribuídos em um terço dos estados) para a liberação de verbas públicas.

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A Federação PSOL-Rede não alcançou o índice mínimo exigido e perderá o direito ao Fundo Partidário, ao Fundo Eleitoral e ao tempo de rádio e TV na Câmara dos Deputados a partir de 2027. Mesmo com a votação recorde de Erika Hilton em São Paulo, o grupo enfrentará um arrocho financeiro na gestão partidária.

A posse dos 513 deputados federais eleitos por partido ocorre em 1º de fevereiro de 2027. A sessão solene abrirá os trabalhos na Câmara dos Deputados em 2027 e definirá a nova Mesa Diretora para o próximo quadriênio.

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*Sob supervisão de Luiz Daudt Junior.