Câmara aprova em 1º turno PEC que libera cerca de R$ 41 bilhões para benefícios sociais

Deputados ainda precisam votar os destaques. Após apagão do sistema, Lira decidiu suspender a sessão. Votação será retomada na quarta-feira

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Deputados durante sessão desta terça-feira (Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados)

A Câmara dos Deputados aprovou, por 393 a 14, o texto-base da PEC Kamikaze, que prevê liberação de mais de R$ 41 bilhões para benefícios sociais a três meses das eleições, na noite desta terça-feira (12).

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Os deputados estavam analisando um destaque do PT que retira da PEC a expressão “estado de emergência” do texto. No entanto, Arthur Lira (PP-AL), presidente da Casa, suspendeu a sessão devido à instabilidade no sistema da Câmara, que impediu que parlamentares votassem de forma remota. 

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A sessão será retomada na manhã desta quarta-feira (13).

O que prevê a PEC

Auxílio Brasil vai aumentar para R$ 600

  • Ampliação de R$ 400 para R$ 600 neste ano e governo promete zerar a fila
  • O custo total é de R$ 26 bilhões

Caminhoneiros terão auxílio de R$ 1 mil

  • Benefício de R$ 1 mil será pago a caminhoneiros autônomos cadastrados na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) até 31 de maio
  • O custo é de R$ 5,4 bilhões

Auxílio-gás de R$ 120

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  • O valor do benefício pago a cada dois meses vai dobrar, para cerca de R$ 120 por bimestre
  • Atualmente o benefício é de 50% do valor médio do botijão de 13 kg (considerando a média dos últimos seis meses)
  • O custo da medida é de R$ 1,05 bilhão

Auxílio para taxistas

  • Limitado a R$ 2 bilhões

Verba para transporte gratuito para idosos

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  • Autorizar repasse de verba para garantir a gratuidade para idosos no transporte público municipal e intermunicipal, em regiões metropolitanas. Gratuidade, prevista em lei, já está em vigor atualmente
  • O custo da medida é de R$ 2,5 bilhões

Repasse de verba para o setor do etanol

  • Repasse a estados para compensar cortes em alíquotas de tributos sobre o etanol e manter a competividade do combustível na comparação com a gasolina
  • O custo da medida é de R$ 3,8 bilhões

Decretação de estado de emergência

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  • Possibilita o pagamento de novos benefícios, como o auxílio para caminhoneiros, mesmo em ano de eleição
  • Estado de emergência visa proteger o governo em casos de questionamentos jurídicos por infração à legislação eleitoral

Quanto ela deve custar?

  • A medida tem impacto previsto de R$ 41,2 bilhões além do teto de gastos do governo

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Qual a justificativa para o estado de emergência?

O relator da matéria, o senador e ex-líder do governo Fernando Bezerra (MDB-PE) aponta a Guerra na Ucrânia e o impacto sobre os combustíveis para pedir o reconhecimento do estado de emergência.

O que muda com o estado de emergência?

O estado de emergência pode ser decretado em situações extraordinárias. Ele só pode ser declarado pelo governo diante de alguma ameaça que possa provocar uma instabilidade no país.

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No Brasil, a lei eleitoral proíbe a implementação de novos benefícios no ano de realização das eleições, justamente para evitar o uso da máquina pública em favor de um dos candidatos. As únicas exceções são programas já em execução ou quando há calamidade pública ou estado de emergência.

No caso da PEC Kamikaze, o estado de emergência seria regulamentado pela própria proposta e afastaria todas as vedações ou restrições previstas na legislação.