Carlos diz que encontrou Bolsonaro sangrando na PF após queda que provocou traumatismo

Bolsonaro se sentiu mal e caiu na cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, durante a madrugada

Compartilhe:
Jair Bolsonaro ficou nove dias internado após passar por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral (Foto: Fellipe Sampaio, STF)

Jair Bolsonaro ficou nove dias internado após passar por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral (Foto: Fellipe Sampaio, STF)

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro, disse que encontrou o pai com “um hematoma no rosto e os pés sangrando” nesta terça-feira (6), após a queda durante a madrugada que provocou um traumatismo cranioencefálico leve, confirmado pelos médicos do político. Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Continua após a publicidade

Carlos Bolsonaro contou, em uma rede social, que iria visitar o pai logo após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Quando chegou à Polícia Federal, Carlos disse que Michelle contou que médicos estavam na cela de Bolsonaro “averiguando uma queda” e que, naquele momento, ele não entendeu o que estava acontecendo.

Depois de encontrar Bolsonaro, Carlos disse que perguntou para ele o que havia acontecido, mas ele mudou de assunto, “nitidamente atordoado”.

Continua após a publicidade

“Posteriormente, conversei com a Michelle, que estava nitidamente – e de forma compreensível – muito apreensiva, pois, ao conversar com ele, soube que caiu na madrugada após um possível pesadelo, mas ele não soube informar o horário nem como aconteceu”, escreveu.

Segundo ele, a Polícia Federal só percebeu a queda pela manhã, “ao destrancarem a porta do quarto e encontrarem o velho atordoado”.

“Diante desse breve histórico, pedimos averiguações médicas, que foram realizadas, e agora fomos informados de que o Presidente só pode ir ao hospital se os advogados protocolarem uma petição ao STF. Já se passaram horas, e todos estamos abalados e agindo – imagine meu pai”, disse em uma rede social.

Carlos afirmou que estão sendo preparados relatórios “para medidas posteriores, visando à manutenção de sua vida”, e que Bolsonaro não está sendo acompanhado como deveria. Segundo ele, o fisioterapeuta do ex-presidente foi impedido, duas vezes, de atuar para tratar uma labirintite do político. v

Continua após a publicidade

“Michelle está em contato com os responsáveis, e eu a acompanho neste momento até a possível liberação do meu pai para exames, se ainda estiver vivo. Estamos o esperando há cerca de duas horas no hospital! Meu Deus”, finalizou.

Veja a publicação

Os 10 passos que levaram à prisão de Bolsonaro

O que aconteceu com Bolsonaro?

Bolsonaro caiu durante a madrugada, enquanto dormia, e bateu a cabeça em um móvel da sua cela na PF. A informação foi compartilhada por Michelle Bolsonaro.

Continua após a publicidade

“Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel. Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para a minha visita. Estou com o médico aguardando o delegado para saber como foram os primeiros socorros. Só Deus”, escreveu ela nas redes sociais.

Traumatismo cranioencefálico (TCE) leve

Segundo o cirurgião Claudio Birolini, Bolsonaro caiu na cela após se sentir mal e teve um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve. De acordo com a TV Globo, o ex-presidente não chegou a pedir ajuda aos agentes da Polícia Federal logo após a queda.

Continua após a publicidade

Defesa pede que Bolsonaro vá ao hospital para realizar exames

A defesa de Bolsonaro pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, para que o político possa ir ao hospital para realizar exames.

“Diante da urgência e gravidade do quadro, requer seja desde logo autorizada a imediata remoção do Paciente o Hospital, para realização dos exames clínicos e de imagem necessários, com acompanhamento de sua equipe médica e sob escolta policial, a fim de preservar sua integridade física e evitar agravamento irreversível”, diz o pedido.