Daniel Vorcaro vota na Papuda enquanto cumpre prisão provisória

Presos provisórios podem votar nas eleições desde que estejam com os direitos políticos preservados

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Daniel Vorcaro

Preso, Vorcaro é investigado sob a acusação de liderar um esquema de fraudes financeiras (Foto: Reprodução)

Daniel Vorcaro, empresário e dono do Banco Master, investigado em um esquema de fraudes bilionárias no sistema financeiro, votou na manhã deste domingo (4) no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília. Preso provisoriamente, o banqueiro mantém os direitos políticos e pôde participar das Eleições 2026.

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Presos provisórios podem votar nas eleições desde que estejam com os direitos políticos preservados e tenham sido habilitados para uma seção eleitoral instalada no estabelecimento prisional. A regra está prevista na Resolução TSE nº 23.751/2026, no artigo 49.

Segundo informações do jornal O Globo, Vorcaro foi escoltado da chamada “Papudinha”, onde está detido, até o Centro de Detenção Provisória do complexo da Papuda, local onde foi instalada uma urna eletrônica para presos aptos a votar. Além dele, o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, também alvo da investigação de uma esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS, também votou nesta manhã.

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O empresário está preso na “Papudinha” desde junho, quando o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a sua transferência. Antes, o dono do Banco Master estava preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Relembre o caso do banco Master

O banco Master ganhou visibilidade por oferecer produtos de renda fixa, como CDBs, com rendimentos muito acima da média do mercado. A estratégia era usada para encobrir a crise de liquidez da empresa. No dia 18 de novembro de 2025, o banco foi liquidado pelo Banco Central por conta do descumprimento de normas do sistema bancário e da situação financeira.

Daniel Vorcaro é o dono do Banco Master e o principal investigado na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Ele foi preso a primeira vez em novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos, enquanto tentava deixar o país. As acusações contra Vorcaro incluem suspeitas de emissão de cerca de R$ 50 bilhões em CDBs sem lastro, gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.