Defesa de Bolsonaro entra com medida excepcional e pede anulação de processo

Advogados de Bolsonaro pedem que ex-presidente seja absolvido de todos os crimes relacionados à trama golpista, os quais ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão

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Bolsonaro está preso em regime domiciliar (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom, Agência Brasil)

Bolsonaro está preso em regime domiciliar (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom, Agência Brasil)

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro entrou, nesta sexta-feira (8), com um medida considerada excepcional para revisão criminal do processo da trama golpista, que o condenou a 27 anos e 3 meses de prisão. No pedido, os advogados do político pedem a anulação do processo e da delação premiada de Mauro Cid. Com informações do g1.

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O pedido não tem relação com a Lei da Dosimetria, promulgada nesta sexta-feira. A revisão criminal permite que um condenado possa pedir reavaliação do seu caso, mesmo que a sentença já tenha sido definitiva, sem mais chance de recurso.

A defesa afirma, no documento, que o caso deveria ser julgado pelo plenário da Corte, com a ação distribuída entre os ministros da Segunda Turma que não tenham participado do julgamento em setembro de 2025.

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Os advogados de Bolsonaro defendem ainda que houve “incompetência orgânica absoluta” no julgamento do ex-presidente e apontam violação ao princípio do juiz natural.

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O que pede a defesa de Bolsonaro

A defesa pede que o processo seja anulado em reconhecimento da competência originária do Plenário para julgar a ação penal; a anulação da delação de Mauro Cid, com o reconhecimento da nulidade de todas as provas dela decorrentes; a anulação do processo pelo cerceamento de defesa; e a absolvição de Bolsonaro em todos os crimes imputados.

Para a defesa, essa é uma forma de obter “correção de erro judiciário”, com a contestação da competência da primeira turma do STF para julgar Bolsonaro. Segundo o documento, o julgamento “violou o juiz natural interno do próprio Supremo e instaurou vício de incompetência orgânica absoluta apto a contaminar todos os atos decisórios subsequentes”.

Próximos passos

Esse tipo de pedido pode ser apresentado a qualquer momento enquanto o condenado estiver cumprindo a pena, desde que os advogados apresentem novos elementos de investigação. Dessa forma, o ministro que conduzirá a revisão criminal poderá admitir o pedido ou determinar a produção de novas provas.

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Se a revisão for aceita após o condenado e a Procuradoria-Geral da República serem ouvidos em cinco dias, o tribunal pode absolver o condenado, alterar a classificação do crime, reduzir as penas e anular o processo.