Demita um petista: Nikolas Ferreira se posiciona a favor de boicotes a empresas: ‘Direito de escolher’

Deputado federal mais votado do país critica "vitimismo" de empresas nas listas de boicote contra o PT

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Demita um petista: Nikolas Ferreira se posiciona a favor de boicotes a empresas ‘esquerdistas'

Nikolas Ferreira é o deputado federal mais votado da história do Brasil (Foto: Pablo Valadares, Câmara dos Deputados)

Na noite da última quinta-feira (29), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgou um vídeo em suas redes sociais defendendo o levante “Demita um petista”, que boicota estabelecimentos comerciais por divergências políticas.

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Com 31,9 mil visualizações em menos de 24 horas, a declaração afirma que os consumidores podem escolher com quem gastar seus salários. Além disso, Nikolas reforça que os ‘esquerdistas’ pediram para que a direita se afastasse, que eles apenas estavam cumprindo uma ordem.

“Vimos empresários e influenciadores que xingaram e acusaram 60 milhões de pessoas de serem extremistas, nazistas, genocidas e golpistas. E agora estão indignados porque esses mesmos não querem mais consumir nos seus estabelecimentos”, fala.

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(Vídeo: Reprodução/Nikolas Ferreira)

“Crise espiritual disfarçada de crise política”

O deputado encerra o vídeo afirmando que o povo não tem conhecimento e que a crise político-partidária vivida pelo país nas últimas eleições é uma “crise espiritual disfarçada de crise política”. Para ele, os eleitores que votaram contra Flávio Bolsonaro para presidência da República, e que estão criticando os boicotes, não apresentaram a mesma compaixão aos partidários de direita antes da votação.

“Onde estavam a voz de cada um de vocês, quando eu, assim como tantos outros cristãos, enfrentava as multas, censura e perseguições?”, diz.

Boicotes a empresas ‘esquerdistas’

Milhares de estabelecimentos e empreendedores por todo o Brasil tiveram seus nomes divulgados em listas que determinam o posicionamento político dos mencionados. O boicote contra empresas e profissionais apontados como “petistas” começou após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, nas Eleições de 2026.

Diversos sindicatos e associações estão em movimento para denunciar e enfrentar as práticas de assédio eleitoral. Trabalhadores estão sendo expostos e tendo seus contratos encerrados, sem justa causa.

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Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), de janeiro de 2026 até terça-feira (27), foram 1.937 denúncias recebidas por assédio eleitoral em todo o país. Deste total, 21,4% destes casos foram registrados a partir do domingo de eleições (25).

O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, ressalta que a liberdade de escolha política deve ser respeitada também no ambiente de trabalho. “O empresário é dono do negócio, e não do voto do seu empregado. Demitir trabalhadores por sua convicção política é ilegal e será alvo de atuação do MPT perante a Justiça do Trabalho”, afirma. 

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Quem sofreu ou presenciou situações de assédio eleitoral pode apresentar denúncia ao MPT pelo site www.mpt.mp.br. O registro pode ser feito de forma remota e sigilosa, com apresentação de provas e documentos que comprovem a demissão injusta.

*Sob Supervisão de Daiane Nora