De olho em 2026: renúncias, pré-candidatos e a situação de Jorginho em SC

Governadores deixam cargos para disputar Presidência e Senado, enquanto outros, como Jorginho Mello (PL), podem tentar a reeleição sem renunciar

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Jorginho Mello

Jorginho Mello tentará a releição (Foto: Roberto Zacarias, Secom Gov/SC)

Em meio às movimentações para as eleições de 2026, com governadores deixando cargos para disputar a Presidência da República e o Senado, o cenário político nos estados já começa a se redesenhar antes mesmo do início oficial da campanha.

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O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), está entre os chefes de Executivo que não deixarão o cargo e vão tentar a reeleição em 2026, regra que também vale para outros nove governadores e para o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A legislação eleitoral permite que candidatos à reeleição permaneçam no posto, diferentemente daqueles que pretendem concorrer a outros cargos. (Veja quem são eles abaixo)

Os pré-candidatos ao governo de SC

Além de Jorginho, também podem tentar um novo mandato sem renunciar os governadores de:

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  • Amapá (Clécio Luís);
  • Bahia (Jerônimo Rodrigues);
  • Ceará (Elmano de Freitas);
  • Mato Grosso do Sul (Eduardo Riedel);
  • Pernambuco (Raquel Lyra);
  • Piauí (Rafael Fonteles);
  • São Paulo (Tarcísio de Freitas);
  • Sergipe (Fábio Mitidieri).

Ao menos 11 governadores e 10 prefeitos já renunciaram os cargos

Já em outros estados, o cenário é diferente. Ao todo, 11 governadores e 10 prefeitos de capitais renunciaram aos cargos para disputar outras funções nas eleições deste ano, conforme levantamento do g1.

O prazo de desincompatibilização terminou na noite de sábado (4), a seis meses do primeiro turno. A regra vale para ocupantes de cargos no Executivo e busca evitar o uso da máquina pública em campanhas.

Entre os governadores que deixaram os cargos, dois são pré-candidatos à Presidência da República, Romeu Zema e Ronaldo Caiado — e oito devem disputar o Senado, que renovará 54 das 81 cadeiras.

Veja os governadores que renunciaram aos cargos para concorrer a outros

  • Acre: Gladson Cameli (PP)
  • Amazonas: Wilson Lima (União)
  • Distrito Federal: Ibaneis Rocha (MDB)
  • Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB)
  • Goiás: Ronaldo Caiado (PSD)
  • Mato Grosso: Mauro Mendes (União)
  • Minas Gerais: Romeu Zema (Novo)
  • Pará: Helder Barbalho (MDB)
  • Paraíba: João Azevêdo (PSB)
  • Rio de Janeiro: Cláudio Castro (PL)
  • Roraima: Antonio Denarium (Republicanos)

Quando o governador deixa o cargo, o vice assume e pode disputar um novo mandato, o que deve ocorrer na maioria dos estados.

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No Rio de Janeiro, porém, há uma situação diferente: como Cláudio Castro estava sem vice, será realizada uma eleição para um mandato-tampão até o fim do ano. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá se a escolha será direta, com participação dos eleitores, ou indireta, feita pelos deputados estaduais.

É importante esclarecer que a renúncia não garante a candidatura, ela é apenas uma exigência legal. A oficialização ocorrerá em agosto, após as convenções partidárias e o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Há, ainda, governadores que vão concluir seus mandatos e optaram por não disputar a eleição. São eles:

  • Alagoas: Paulo Dantas (MDB)
  • Maranhão: Carlos Brandão (sem partido)
  • Paraná: Ratinho Junior (PSD)
  • Rio Grande do Norte: Fátima Bezerra (PT)
  • Rio Grande do Sul: Eduardo Leite (PSD)
  • Rondônia: Marcos Rocha (PSD)
  • Tocantins: Wanderlei Barbosa (Republicanos)

Eduardo Leite pretendia disputar a Presidência, mas perdeu espaço dentro do PSD para Ronaldo Caiado. Já Fátima Bezerra teve planos frustrados de concorrer ao Senado após o vice, Walter Alves, recusar assumir o governo.

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Prefeitos com planos eleitorais

Entre os prefeitos de capitais, os que renunciaram devem disputar governos estaduais. A lista inclui nomes como Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, João Campos, do Recife, e João Henrique Caldas (JHC), de Maceió. Veja na íntegra:

  • Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro
  • Lorenzo Pazzolini (Republicanos), ex-prefeito de Vitória
  • João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife
  • Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís
  • Cícero Lucena (MDB), ex-prefeito de João Pessoa
  • David Almeida (Avante), ex-prefeito de Manaus
  • Dr. Furlan (PSD), ex-prefeito de Macapá
  • Tião Bocalom (PSDB), ex-prefeito de Rio Branco
  • Arthur Henrique (PL), ex-prefeito de Boa Vista
  • João Henrique Caldas (PSDB), ex-prefeito de Maceió

Saiba mais sobre os governadores e prefeitos que serão candidatos

Governadores

Acre: Gladson Cameli (PP)
Comunicou a renúncia em 24 de março, válida a partir de 2 de abril. No cargo desde 2019, não pode disputar reeleição e deve tentar o Senado. A vice Mailza Assis assumiu.

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Amazonas: Wilson Lima (União Brasil)
Renunciou no último minuto do prazo, sem anúncio prévio. Não informou o cargo que pretende disputar. O vice também deixou o cargo, e o presidente da Assembleia assumiu.

Distrito Federal: Ibaneis Rocha (MDB)
Deixou o governo para disputar o Senado. A vice Celina Leão assumiu e deve concorrer ao governo.

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Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB)
Saiu para disputar o Senado. O vice Ricardo Ferraço assumiu e deve concorrer ao governo.

Goiás: Ronaldo Caiado (PSD)
Pré-candidato à Presidência, renunciou e passou o cargo ao vice Daniel Vilela.

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Mato Grosso: Mauro Mendes (União Brasil)
Renunciou para disputar o Senado. O vice Otaviano Pivetta assumiu.

Minas Gerais: Romeu Zema (Novo)
Pré-candidato à Presidência, deixou o cargo e passou ao vice Mateus Simões.

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Pará: Helder Barbalho (MDB)
Renunciou para disputar o Senado. A vice Hana Ghassan assumiu.

Paraíba: João Azevêdo (PSB)
Deixou o cargo para disputar o Senado. O vice Lucas Ribeiro assumiu.

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Rio de Janeiro: Cláudio Castro (PL)
Renunciou e foi declarado inelegível pelo TSE. O estado terá eleição para mandato-tampão.

Roraima: Antonio Denarium (Republicanos)
Saiu para disputar o Senado. O sucessor também responde a processo de cassação.

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Prefeitos de capitais

Eduardo Paes (PSD), Rio de Janeiro
Renunciou para disputar o governo estadual, contrariando promessa de campanha.

Lorenzo Pazolini (Republicanos), Vitória
Deixou o cargo para disputar o governo do Espírito Santo.

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João Campos (PSB), Recife
Saiu para concorrer ao governo de Pernambuco.

Eduardo Braide (PSD), São Luís
Anunciou candidatura ao governo do Maranhão.

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Cícero Lucena (MDB), João Pessoa
Renunciou para disputar o governo da Paraíba.

David Almeida (Avante), Manaus
Deixou a prefeitura para concorrer ao governo do Amazonas.

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Dr. Furlan, Macapá
Renunciou após afastamento por suspeita de fraude e anunciou pré-candidatura.

Tião Bocalom (PSDB), Rio Branco
Saiu para disputar o governo do Acre.

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Arthur Henrique (PL), Boa Vista
Renunciou, mas ainda não definiu qual cargo disputará.

João Henrique Caldas (PSDB), Maceió
Deixou o cargo no último dia do prazo e ainda não anunciou candidatura.

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*Com informações do g1