O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em nota conjunta com Paulo Figueiredo, chamou a denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República nesta segunda-feira (22) por coação em processo judicial de “fajuta”. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também chamou Paulo Gonet de “lacaio” do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. As informações são da CNN.
Na nota, ele pede para que apoiadores “esqueçam acordos obscuros ou intimidações que usaram por anos, porque não funcionam conosco”
“[…] isto vale para mais esta denúncia fajuta dos lacaios do Alexandre na PGR. O recado dado hoje é claro: o único caminho sustentável para o Brasil é uma anistia ampla, geral e irrestrita, que ponha fim ao impasse político e permita a restauração da normalidade democrática e institucional”, disseram Eduardo e Paulo Figueiredo.
Veja a nota na íntegra
NOTA SOBRE NOVAS SANÇÕES DOS EUA AO REGIME BRASILEIRO
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) September 22, 2025
Recebemos com gratidão a notícia das medidas adotadas hoje pelos Estados Unidos. Elas reforçam o compromisso do presidente @realDonaldTrump, do Secretário @SecRubio e do Secretário @SecScottBessent com a liberdade, e avançam… pic.twitter.com/DWxO6NRQBA
A denúncia
A denúncia está relacionada a atuação de Eduardo para atrapalhar o processo sobre golpe de Estado. De acordo com a denúncia, eles usaram como estratégia ameaças aos ministros do STF com a obtenção de sanções estrangeiras em relação aos magistrados e ao próprio Brasil como forma de punição ao julgamento. Para que isso acontecesse, Eduardo e Paulo teriam se dedicado a explorar contatos com integrantes do alto escalão dos EUA.
A PGR ainda diz que os denunciados viajaram diversas vezes aos EUA para que essas medidas fossem articuladas, além de se encontrarem com políticos como o senador Bernie Moreno, por exemplo. As ameaças, segundo a denúncia, tinham como objetivo “livrar o ex-Presidente de mácula penal”, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Eduardo Bolsonaro.
“Os denunciados divulgaram amplamente tragédias financeiras, decorrentes das sanções que se afirmavam e se mostraram aptos para consegui-las [as tragédias financeiras] nos Estados Unidos da América, se o Supremo Tribunal Federal não liberasse os acusados no processo penal contra Jair Bolsonaro e outros”, escreveu o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Jair Bolsonaro, no entanto, que também era alvo do inquérito, não foi denunciado. Isso porque a PGR não encontrou indícios de que ele coagiu autoridades judiciais responsáveis pelo processo do golpe. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista.
Cabe, agora, ao STF decidir se aceita ou não a denúncia contra Eduardo e Paulo Figueiredo. Se a denúncia for aceita, eles se tornarão réus em uma ação penal.
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