O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia nomear uma mulher para comandar o Ministério da Defesa a partir de 2027. Seria a primeira vez em que as Forças Armadas seriam comandadas por uma mulher.
Lula ainda não falou publicamente sobre o assunto, mas estaria avaliando o nome de ao menos três mulheres para ocupar o cargo na próxima gestão, que começa em 5 de janeiro.
O nome favorito para assumir o posto até o momento é o de Cinara Wagner Fredo. Ela seria o nome indicado pelo atual ministro da pasta, José Múcio Monteiro, que já avisou que não poderá continuar no cargo e apresentou o nome de Cinara como indicação.
Veja nomes cotados para ministério do governo Lula 4
Atualmente, ela é secretária-geral do Ministério da Defesa. Também acumula passagem por outros órgãos do governo, como Ministério da Cidadania e da Previdência Social.
Cinara Wagner Fredo é formada em Direito, tem mestrado em Administração Pública e especialização em Política, Estratégia e Altos Estudos em Defesa na Escola Superior de Guerra.
Outros nomes cotados para a pasta
Apesar de Cinara ser indicação direta de José Múcio e estar na condição de favorita, outros nomes também são cogitados para o posto. Um deles é o da atual presidente do Superior Tribunal Militar, Maria Elizabeth Rocha. Ela já teve o nome cogitado para ser indicada ao Supremo Tribunal Federal (STF) e agora passou a ser cotada para o Ministério da Defesa, órgão criado em 1999.
Além das duas, o nome da ministra Simone Tebet (MDB) também vem sendo mencionado como uma das possibilidade para comandar o ministério responsável pelas Forças Armadas. Jogam a favor da ex-senadora o perfil moderado e o bom diálogo com setores conservadores. Tebet foi ministra de Planejamento no primeiro mandato, mas teria afirmado que não pretende ocupar o mesmo cargo.
O convite para uma mulher civil tomar conta das Forças Armadas é encarado como um gesto político para o início do governo Lula 4. Ainda assim, o presidente ainda avalia opiniões sobre o tema, como dos assessores mais próximos da campanha do 2º turno, Camilo Santana e Rafael Fonteles.








