De Janones a Lincoln Gakiya: os cotados para assumir ministérios no governo Lula 4 

Nomes de atuais ministros e novos aliados do presidente estão entre os possíveis convidados para compor equipe de governo a partir de 2027 

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André Janones, Lincoln Gakiya e Fernando Haddad estão entre possíveis ministros do governo Lula 4 (Fotos: Instagram, Reprodução / Lula Marques, Agência Brasil / MF, Divulgação)

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa a planejar a montagem da equipe de governo que vai assumir os ministérios para o quarto mandato, previsto para começar em 5 de janeiro de 2027. Nomes de confiança de Lula, mas que foram derrotados nas urnas neste ano, estão entre alguns dos cotados para assumir pastas no novo mandato petista. 

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Coordenadores da campanha de Lula no 2º turno, o ex-governador do Ceará Camilo Santana e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, ambos do PT, estão entre os cotados para assumir ministérios importantes na nova gestão. Confira abaixo alguns dos possíveis ministros do governo Lula 4:

Veja fotos de possíveis ministros do governo Lula 4

Rafael Fonteles 

Possível ministério: Fazenda 

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Perfil: governador reeleito do Piauí com 70% dos votos no 1º turno, Rafael Fonteles é formado em Matemática, mestre em Economia Matemática e foi professor e consultor de investimentos. Começou a vida pública como secretário da Fazenda do governo do Piauí na gestão de Wellington Dias (PT). Escolhido para ser o sucessor dele, foi eleito em 2022 e reeleito neste ano. No segundo turno, Fonteles foi um dos coordenadores da campanha de Lula no 2º turno, que ficou marcada pela mobilização de eleitores nas ruas e nas redes sociais e pela virada alcançada pelo candidato petista. O desempenho o colocou na condição de um dos favoritos a assumir o Ministério da Fazenda, pasta com definição aguardada pelo mercado, mas para aceitar o desafio ele precisaria renunciar ao mandato para o qual acabou de ser eleito. 

Camilo Santana 

Possível ministério: Casa Civil ou Segurança Pública 

Perfil: o ex-governador do Ceará Camilo Santana já fez parte da equipe de governo de Lula no atual governo, comandando o Ministério da Educação. Ex-governador do Ceará por dois mandatos, Camilo é engenheiro agrônomo e professor e foi secretário de Desenvolvimento Agrário do Ceará nas gestões de Ciro Gomes. Em 2022, elegeu-se senador, mas se licenciou do cargo ao aceitar convite de Lula para comandar a Educação. Para o governo Lula 4, Camilo Santana é considerado um nome garantido no ministério. A dúvida é sobre qual pasta assumiria. Ele é cotado para a Casa Civil, uma das mais estratégias do governo, mas também poderia querer assumir a Segurança Pública. 

Fernando Haddad 

Possível ministério: Casa Civil 

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Perfil: O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad é outro nome forte para compor novamente o ministério do governo Lula. Após aceitar concorrer ao governo de São Paulo em uma disputa difícil contra Tarcísio de Freitas, Haddad é cotado para assumir o comando da Casa Civil, mas ganhou a concorrência de Camilo Santana depois do papel de destaque dele na coordenação da campanha petista no 2º turno. Haddad é formado em Direito, mestre em Economia, doutor em Filosofia e atua como professor da Universidade de São Paulo (USP). Ele já comandou a Educação e a Fazenda, mas não deve retornar para essa última pasta. 

Geraldo Alckmin  

Possível ministério: Fazenda 

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Perfil: o vice-presidente reeleito Geraldo Alckmin (PSB) também é cotado para acumular algum ministério no governo Lula 4. Ele já atua desta forma na atual gestão, quando acumulou o Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços com o cargo de vice-presidente. Para a nova gestão, ele é cotado para assumir o Ministério da Fazenda, por ser considerado um nome que agrada o mercado, impactado pela derrota de Flávio Bolsonaro (PL). O cargo também garantiria ampla visibilidade a Alckmin, que é considerado um possível nome para a sucessão de Lula em 2030. 

André Janones  

Possível ministério: Secretaria de Comunicação Social 

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Perfil: deputado federal reeleito, André Janones ganhou relevância na cúpula petista após liderar o canal de WhatsApp “Exército do Lula”. O espaço foi considerado como uma das principais ferramentas de mobilização de eleitores e de domínio do debate nas redes sociais durante a campanha do 2º turno. O empenho de Janones o fez “cair nas graças” de Lula, a ponto de ele ser, ao lado de Alckmin, o único a discursar junto com Lula na comemoração da vitória, na Avenida Paulista. Por conta disso, o nome dele é especulado para pastas com status de ministérios, como a Secretaria de Comunicação Social (Secom) ou a Secretaria-Geral da Presidência.  

Simone Tebet 

Possível ministério: Planejamento 

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Perfil: decisiva no apoio a Lula no 2º turno de 2022, a senadora Simone Tebet (PSB) foi convidada para ocupar o Ministério do Planejamento do atual governo petista. Em 2026, ela concorreu novamente ao Senado, mas desta vez por São Paulo. Ficou em terceiro lugar, perdendo a vaga para Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), nomes apoiados pelo governador Tarcísio de Freitas. Com o revés eleitoral, Tebet pode ser convidada para continuar no Ministério do Planejamento. 

João Campos 

Possível ministério: Ciência e Tecnologia 

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Perfil: O ex-prefeito de Recife (PE) João Campos (PSB) concorreu ao governo do Pernambuco, mas perdeu a disputa ainda no 1º turno para a rival Raquel Lyra (PSD). Apontado como uma das principais lideranças jovens da esquerda, João Campos deve ser contemplado também no ministério de Lula. Uma possibilidade seria assumir o Ministério da Ciência e Tecnologia, um ministério que já foi chefiado por Eduardo Campos, pai de João, morto em um acidente aéreo durante a campanha presidencial de 2014. 

Lincoln Gakiya 

Possível ministério: Segurança Pública 

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Perfil: Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MPSP), Gakiya é considerado uma das principais referências no combate ao crime organizado no país, especialmente na repressão à facção PCC. Foi responsável por transferir 22 líderes de facções, incluindo Marcola, para presídios federais de segurança máxima em 2019. É especialista em Direito Penal, vive sob escolta há mais de uma década e já foi alvo de planos de atentados. O nome dele é cotado para assumir o eventual Ministério da Segurança Pública, que segundo Lula será criado caso a PEC da Segurança Pública receba aval do Senado. A pasta deve atuar na interlocução entre União, estados e municípios para combate ao crime no país. A segurança pública foi uma das principais demandas da última campanha eleitoral.