Gilmar Mendes lamenta derrota de Esperidião Amin e exalta senador de SC: “Marcou a política catarinense”

Em publicação nas redes sociais, ministro do STF relembrou trajetória política do atual senador não reeleito e falou sobre pautas defendidas por ele em Brasília

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Gilmar Mendes exaltou figura de Esperidião Amin após senador catarinense não se reeleger em 2026

Gilmar Mendes exaltou figura de Esperidião Amin após senador catarinense não se reeleger em 2026 (Fotos: Valter Campanato, Agência Brasil / Waldemir Barreto, Agência Senado)

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), lamentou a derrota do senador catarinense Esperidião Amin (PP), nas eleições do último domingo (4). A reflexão foi feita em uma publicação na rede social X neste fim de semana.

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Gilmar Mendes citou uma frase do ex-presidente do Senado Jarbas Passarinho após a derrota de Djalma Marinho na eleição de 1974, para refletir sobre o resultado que deixará Amin de fora de cargos eletivos pela primeira vez desde 2010 a partir do próximo ano.

“Movimentos populares têm sua lógica e sua irracionalidade”.

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Ao falar sobre Amin, Gilmar Mendes disse que “poucos nomes marcaram tanto a política catarinense” e que teve “atuação constante em favor do desenvolvimento regional e da infraestrutura do Estado”.

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O magistrado relembrou cargos já ocupados por Amin ao longo da vida pública e afirmou que Santa Catarina e o Congresso “deixarão, lamentavelmente, de contar a partir de 2027 com a experiência e o talento político de Amin”. No entanto, afirmou que “permanece o legado de uma atuação séria e comprometida com o melhor interesse público” do político catarinense.

Curiosamente, o STF foi um dos principais alvos da campanha à reeleição de Amin ao Senado. No entanto, a maioria das críticas do atual senador catarinense era dirigida ao ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos que terminaram na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de réus nos atos de 8 de janeiro.

Até a manhã deste domingo, Amin não havia respondido à manifestação de Gilmar Mendes.

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Confira a íntegra da postagem

Diante da derrota de Djalma Marinho na eleição para senador, em 1974, Jarbas Passarinho observou que os movimentos populares têm sua lógica e sua irracionalidade. Essa reflexão ecoa agora, com a não reeleição de Esperidião Amin para o Senado Federal.

Poucos nomes marcaram tanto a política catarinense. Foram quase seis décadas de vida pública. Prefeito de Florianópolis por duas vezes, assumiu o governo do Estado aos 35 anos. Em 1998, foi eleito novamente governador. Foi eleito deputado federal três vezes e senador da República duas vezes, presidiu nacionalmente seu partido e disputou a Presidência em 1994. No Senado, teve atuação constante em favor do desenvolvimento regional e da infraestrutura do Estado, além de iniciativas de apoio ao crédito para micro e pequenos empreendedores, entre tantas outras causas meritórias.

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Santa Catarina e o Congresso Nacional deixarão, lamentavelmente, de contar, a partir de 2027, com a experiência e o talento político de Amin. Permanece, porém, todo o legado de uma atuação séria e comprometida com o melhor interesse público. Estou certo de que ele continuará a desempenhar um papel fundamental para os catarinenses e para o país