O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), lamentou a derrota do senador catarinense Esperidião Amin (PP), nas eleições do último domingo (4). A reflexão foi feita em uma publicação na rede social X neste fim de semana.
Gilmar Mendes citou uma frase do ex-presidente do Senado Jarbas Passarinho após a derrota de Djalma Marinho na eleição de 1974, para refletir sobre o resultado que deixará Amin de fora de cargos eletivos pela primeira vez desde 2010 a partir do próximo ano.
“Movimentos populares têm sua lógica e sua irracionalidade”.
Ao falar sobre Amin, Gilmar Mendes disse que “poucos nomes marcaram tanto a política catarinense” e que teve “atuação constante em favor do desenvolvimento regional e da infraestrutura do Estado”.
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O magistrado relembrou cargos já ocupados por Amin ao longo da vida pública e afirmou que Santa Catarina e o Congresso “deixarão, lamentavelmente, de contar a partir de 2027 com a experiência e o talento político de Amin”. No entanto, afirmou que “permanece o legado de uma atuação séria e comprometida com o melhor interesse público” do político catarinense.
Curiosamente, o STF foi um dos principais alvos da campanha à reeleição de Amin ao Senado. No entanto, a maioria das críticas do atual senador catarinense era dirigida ao ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos que terminaram na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de réus nos atos de 8 de janeiro.
Até a manhã deste domingo, Amin não havia respondido à manifestação de Gilmar Mendes.
Confira a íntegra da postagem
Diante da derrota de Djalma Marinho na eleição para senador, em 1974, Jarbas Passarinho observou que os movimentos populares têm sua lógica e sua irracionalidade. Essa reflexão ecoa agora, com a não reeleição de Esperidião Amin para o Senado Federal.
Poucos nomes marcaram tanto a política catarinense. Foram quase seis décadas de vida pública. Prefeito de Florianópolis por duas vezes, assumiu o governo do Estado aos 35 anos. Em 1998, foi eleito novamente governador. Foi eleito deputado federal três vezes e senador da República duas vezes, presidiu nacionalmente seu partido e disputou a Presidência em 1994. No Senado, teve atuação constante em favor do desenvolvimento regional e da infraestrutura do Estado, além de iniciativas de apoio ao crédito para micro e pequenos empreendedores, entre tantas outras causas meritórias.
Santa Catarina e o Congresso Nacional deixarão, lamentavelmente, de contar, a partir de 2027, com a experiência e o talento político de Amin. Permanece, porém, todo o legado de uma atuação séria e comprometida com o melhor interesse público. Estou certo de que ele continuará a desempenhar um papel fundamental para os catarinenses e para o país
















