Gilmar pede sessão para julgamento do marco temporal ainda em dezembro

Recesso do STF inicia no dia 20 de dezembro, com previsão para reinício dos trabalhos em fevereiro de 2026

Compartilhe:
Mendes quer que a sessão inicie na próxima semana (Foto: Valter Campanato, Agência Brasil)

Mendes quer que a sessão inicie na próxima semana (Foto: Valter Campanato, Agência Brasil)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes solicitou, nesta sexta-feira (12), uma sessão extra virtual para que o julgamento do marco temporal para demarcação de terras indígenas aconteça ainda em dezembro. O pedido foi feito ao presidente do STF , Edson Fachin, para que a sessão com o julgamento iniciasse já na próxima segunda-feira (15), às 11h. Com informações da Agência Brasil.

Continua após a publicidade

A solicitação tem a ver com o período de recesso da Corte, que deve iniciar a partir do dia 20 de dezembro, com previsão de retorno dos trabalhos em fevereiro de 2026.

Nesta quinta-feira (12), foi finalizada a fase de apresentação de argumentos nos quatro processos que abordam a constitucionalidade ou não da tese do marco temporal sobre demarcação de terras indígenas.

Continua após a publicidade

“Considerando o término das sustentações orais ocorrida em 11.12.2025, solicito à presidência a convocação de sessão virtual extraordinária do plenário”, despachou Mendes.

Marco temporal é inconstitucional, segundo o STF

De acordo com uma decisão de 2023 do STF, o marco temporal é inconstitucional. Na época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também havia veta a lei 14.701/2023, aprovada pelo Congresso. No entanto, os parlamentares derrubaram o veto.

Com o veto, os indígenas teriam direito às terras que estavam em sua posse a partir do dia 5 de outubro de 1988, quando a Constituição Federal foi promulgada.

Em paralelo, o Senado aprovou, nesta semana, a proposta de Emenda a Constituição que faz com que o marco temporal esteja presente na Carta Magna.