A deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP) teve a prisão cautelar mantida após a Justiça da Itália rejeitar o pedido da defesa da parlamentar, que requeria a conversão em prisão domiciliar. Zambelli foi condenada a dez anos de prisão por invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça. As informações são da CNN.
Zambelli teria tido ajuda do hacker Walter Delgatti Neto e foi condenada, também, por falsidade ideológica, pelo Supremo Tribunal Federal. Depois da decisão, a deputada deixou o Brasil e foi localizada em Roma. Lá, ela foi presa em julho e encaminhada ao presídio feminino de Rebibbia, na capital da Itália.
A decisão foi realizada após uma audiência no Tribunal de Apelações de Roma, e publicada na última sexta-feira (15). A Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou, em nota, que o Brasil influenciou na decisão italiana ao enviar “documentos e argumentos jurídicos decisivos para confirmar a legalidade da prisão cautelar para fins de extradição”.
O pedido da defesa de Zambelli se referia a deputada ficar em um apartamento em Roma, cumprindo medidas cautelares enquanto o caso tramita. Como argumento, os advogados disseram que Zambelli apresentava baixo risco de fuga e estava com o passaporte apreendido.
No dia 1° de agosto, a Justiça italiana já havia realizado uma audiência, onde determinava a permanência de Zambelli na prisão durante o pedido de extradição para o Brasil. Como a deputada afirma ter Síndrome de Ehlers-Danlos, uma doença rara que provoca frouxidão nos músculos e articulações, foi autorizado o uso de medicamentos.
Caso Zambelli
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