O deputado federal reeleito Kim Kataguiri (Missão-SP) publicou um vídeo em que afirma ter descoberto que um projeto de lei dele está travado no Senado em razão da fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) do Brasil, na semana passada.
Kim afirmou na publicação feita nos stories do Instagram que o projeto de lei já foi aprovado na Câmara dos Deputados e em duas comissões do Senado, mas está pendente de aval de apenas uma comissão.
“Aí eu vi que estava parado nessa comissão. Falei: nossa, mas quem está responsável por essa comissão? Vou ligar para esse senador para fazer andar, falta uma comissãozinha só para o meu projeto virar lei. Aí fui ver quem é o presidente da comissão: é o Flávio Bolsonaro“, contou.
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Na sequência da gravação, Kim questiona como poderia cobrar o senador, agora morando nos Estados Unidos, a dar andamento à proposta.
“Como é que eu peço para o miserável agora, vir aqui e abrir a reunião da comissão dele para aprovar o meu projeto? Vai ter que ficar para o ano que vem… Desgraça!”, afirmou, em meio a risadas.
Flávio Bolsonaro é presidente da Comissão de Segurança Pública do Senado.
Projeto com Flávio Bolsonaro seria referente a alerta para casos de desaparecimento
No vídeo, Kim não detalha sobre qual projeto de lei está falando. No entanto, a mensagem seria sobre o PL 3.543/2025, criada originalmente pelo deputado Delegado Francischini (Solidariedade-PR), mas que foi aprovada tendo como versão final um substitutivo-geral de Kim Kataguiri, que foi relator da proposta na Câmara.
O projeto cria um serviço de alerta imediato para moradores da região afetada em caso de desaparecimento de criança, adolescente, idoso ou pessoa com deficiência, inspirado no modelo internacional chamado “Amber Alert”, mas batizado por aqui de Alerta Pri. O nome faz referência a Priscila Belfort, irmã do lutador Victor Belfort, desaparecida em 2004 e nunca encontrada.
O serviço já foi implantado como lei estadual no Rio de Janeiro, mas agora a proposta pretende levar os alertas a todo o Brasil. A proposta já foi aprovada na Câmara e nas comissões de Ciência e Tecnologia e de Direitos Humanos do Senado. Com isso, faltaria apenas o aval da Comissão de Segurança Pública, presidida por Flávio Bolsonaro no Senado.
Por estar nos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro até consegue votar em sessões que forem definidas como semipresenciais pela presidência do Senado, mas para convocar e presidir reuniões da comissão que ele preside há mais entraves impostos pelo Regimento Interno do Senado.







