Ligação com bets leva PF a pedir inquérito no STF contra o candidato Flávio Bolsonaro, diz revista

Investigadores cruzam registros contábeis de empresas e holdings e apontam suposta ligação de parlamentar com a BestBet, diz Revista Piauí

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Flávio Bolsonaro teria entrado na mira da PF por suspeita de sociedade oculta em bets, diz revista (Foto: Agência Brasil, Divulgação)

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) entrou na mira de um novo inquérito solicitado pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga se o ex-senador é sócio oculto da casa de apostas online, BestBet, licenciada pelo governo do Rio de Janeiro.

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A informação veiculada pela Revista Piauí informa que o advogado e amigo de Flávio, Willer Tomaz, é o sócio ostensivo da BestBet e o principal alvo da investigação contra lavagem de dinheiro.

Atualmente, Tomaz e os familiares são proprietários da maior parte das ações da Cathedral Holdings, única acionista da Rede Loto, a empresa que controla a BestBet, e que já havia financiado voos de Flávio Bolsonaro.

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Para a Folha de S.Paulo, Tomaz nega ter cometidos irregularidades. Enquanto a campanha de Flávio Bolsonaro e o PL não se pronunciaram sobre a investigação.

Ao ser questionado sobre os voos financiados pela Cathedral, o ex-parlamentar já declarou que a relação dele com Willer é exclusivamente de amizade. “Associar essa afinidade pessoal a suposições de irregularidades é mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos”, afirmou.

Suposta sociedade de bets e financiamento de voos de Flávio Bolsonaro

Em comunicado anterior à imprensa, Willer Tomaz já explicou as posses das empresas ligadas às bets. Atualmente, a Cathedral detém uma participação de 6,25% de uma aeronave vinculada do programa de propriedade compartilhada da NetJets, adquirida em 2025, que teria realizado os voos de Flávio entre Portugal e França.

No momento, as autoridades investigam a existência de uma conta conjunta entre Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro por meio de outra empresa, a Alcazar Holdings, que teria sido financiada pela Cathedral.

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Registros divulgados pela Revista Piauí mostram que entre 2024 e 2025, a Cathedral teria sido credora de 984 mil euros, um salto em relação aos 7,8 mil euros que tinha para receber no ano anterior. A contabilidade da Alcazar, por sua vez, indicou, no mesmo período, um salto na dívida de 8,1 mil euros para 824 mil euros, valores próximos ao que a Cathedral tinha para receber.