O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na manhã desta terça-feira (22), em Nova York, nos Estados Unidos. O chefe de Estado brasileiro defendeu a soberania dos países e afirmou que, apesar da proximidade geográfica com a maior potência militar do planeta, “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”.
O discurso de Lula ocorre na reta final da campanha eleitoral do 1º turno das Eleições 2026 e em meio a discussões sobre tarifas e possíveis novas sanções norte-americanas a autoridades brasileiras. Lula afirmou que o Brasil precisa de parceiros com agenda positiva, que estimulem o desenvolvimento.
O petista também destacou ações de combate ao crime organizado, fez novas críticas a gigantes de tecnologia norte-americanas, as chamadas big techs, e às bets, além de fazer uma nova defesa do Pix.
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“Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para maior integração entre vizinhos. A democracia está novamente em cheque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais”, acusou Lula.
O presidente brasileiro lembrou uma proposta de combate a facções criminosas apresentada em uma das reuniões com o líder norte-americano Donald Trump, voltada ao combate à lavagem de dinheiro feita por criminosos brasileiros no exterior.
“Não vamos ceder às pressões de multinacionais que querem privatizar o nosso PIX, uma infraestrutura de pagamentos pública e gratuita que fez da inclusão financeira uma realidade para milhões de brasileiros”, afirmou.
Lula também voltou a defender reformas Conselho de Segurança da ONU e afirmou que a entidade estaria falhando em sua atuação.
“A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas: a de livrar a humanidade do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa”, criticou.
Na parte final do discurso, ele também falou sobre as eleições deste ano, fez críticas indiretas ao adversário Flávio Bolsonaro (PL) e garantiu que todos desfrutam da mais ampla liberdade.
