Márcio Canella, deputado preso pela PF, já foi detido após apreensão de fuzil de uso restrito em seu carro

Quando foi preso, em julho deste ano, Canella era pré-candidato ao Senado, mas desistiu do cargo após a operação; no primeiro turno das Eleições 2026, ele foi eleito como deputado estadual

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Fuzil foi encontrado no carro de Márcio Canella (União) em julho (Foto: Thiago Lontra, Alerj)

Fuzil foi encontrado no carro de Márcio Canella (União) em julho (Foto: Thiago Lontra, Alerj; Reprodução)

O deputado estadual do Rio de Janeiro Márcio Canella (União), preso nesta quinta-feira (15) pela Polícia Federal no âmbito da Operação Unha e Carne, já havia sido detido em julho deste ano após um fuzil ter sido encontrado no carro dele durante buscas em uma fase anterior da operação. À época, ele foi apontado como “braço político do grupo”, investigado por suposto esquema de lavagem de dinheiro com anuência de políticos em uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio de Janeiro.

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O esquema teria movimentado, em 6 anos, R$ 7,6 bilhões. O fuzil encontrado é de calibre 556, considerado de uso restrito. A prisão, no dia 7 de julho, aconteceu em flagrante pelo crime de possuir ou portar arma de fogo de calibre restrito, segundo a PF.

Na ocasião, Canella, que era pré-candidato ao Senado, afirmou que o fuzil não era dele. Em agosto, ele anunciou que desistiria de concorrer ao cargo “para manter a atuação mais próxima da população da Baixada Fluminense” e disputaria uma vaga para deputado.

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Canella recebeu 197.178 votos no Rio de Janeiro no dia 4 de outubro, segundo o segundo deputado mais votado do estado. Ele já havia sido prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

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Seis pessoas presas nesta quinta-feira

Ao menos seis pessoas foram presas após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes nesta quinta-feira.

“Além do crime de organização criminosa armada, os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações”, disse a PF.

Veja quem foi preso

  • Christiano Gaspar Fernandes, inspetor da Polícia Civil;
  • Giovanni Gaspar Fernandes, inspetor da Polícia Civil;
  • José Carlos Alves de Souza Júnior, inspetor da Polícia Civil;
  • Márcio Correia de Oliveira, o Márcio Canella, deputado estadual eleito;
  • Marcus Vinicius Amim Fernandes, delegado e ex-chefe da Polícia Civil;
  • Pablo Jukia Felix Ferreira, o Pablo Russo, inspetor da Polícia Civil.

Quem é Márcio Canella

Márcio Canella começou na política sendo eleito vereador de Belford Roxo, em 2012. Dois anos depois, foi eleito deputado estadual. Nas eleições de 2016, Canella se elegeu vice-prefeito de Belford Roxo, e dois anos mais tarde retornou para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Permaneceu como parlamentar até as eleições de 2024, quando foi eleito prefeito de Belford Roxo, cargo que deixou em abril deste ano para concorrer ao Senado nas eleições de outubro.

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Márcio Canella ficou conhecido por publicar vídeos nas redes sociais denunciando a ação de milicianos em Belford Roxo. Ele chegou a criar canais de contato para a população denunciar a atuação dos membros da milícia.