Meta tem 24 horas para explicar ao TSE anúncios de Lula e Flávio Bolsonaro sob risco de multa de R$ 1 milhão

Tanto Lula (PT) quanto Flávio Bolsonaro (PL) acionaram a Justiça Eleitoral sobre uma suposta falta de distribuição igualitária de conteúdos pela Meta

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Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) disputam o segundo turno nas Eleições 2026 para presidência da República (Foto: Ricardo Stuckert; Patrick Rodrigues, NSC Total)

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) disputam o segundo turno nas Eleições 2026 para presidência da República (Foto: Ricardo Stuckert; Patrick Rodrigues, NSC Total)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu 24 horas para que a Meta, dona de plataformas como o WhatsApp, Facebook e Instagram, comprove que foram adotadas medidas para garantir a igualdade na distribuição de conteúdos do candidato Flávio Bolsonaro (PL) e do presidente Lula (PT) às vésperas do segundo turno das Eleições 2026.

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A determinação foi feita pelo ministro Marco Aurélio Bellizze, que afirmou que não cabe à Meta fixar prazos por contra própria e afirmou que se a empresa não comprovar o cumprimento da determinação, a multa diária subirá de R$ 500 mil para R$ 1 milhão.

“A substituição unilateral dos prazos fixados pelo juízo equivale a descumprimento, sobretudo em processo cuja utilidade depende do tempo”, disse o ministro no documento.

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Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) acionaram a Justiça Eleitoral contra a Meta

Os dois presidenciáveis acionaram a Justiça Eleitoral contra a Meta depois de afirmarem que estão sendo prejudicados com conteúdos não sendo distribuídos de forma igualitária no Facebook, Instagram e WhatsApp.

A campanha de Lula teve um pedido atendido pelo TSE sobre uma suposta restrição seletiva da distribuição de publicações. Além disso, a solicitação também questionava o impulsionamento de anúncios e a possível desigualdade na divulgação de conteúdos relacionados às candidaturas.

Por isso, a campanha solicitou esclarecimentos sobre como atuam os sistemas de recomendação de conteúdos das plataformas, além de uma investigação de possíveis redes de perfis inautênticos.

A Meta apresentou um recurso, mas o ministro afirmou que o pedido não suspende os efeitos da outra decisão e, por isso, os prazos devem ser cumpridos. Os relatórios solicitados também devem ser apresentados em português, com a medidas executadas pela empresa por determinação judicial bem diferenciadas em relação às ações feitas por iniciativa própria da empresa.

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Flávio Bolsonaro também pôde entrar como interessado na ação, podendo se manifestar com argumentos sobre a igualdade no tratamento entre as candidaturas.