“Modelo El Salvador”: Candidatos da direita elogiam política de segurança pública do país latino

Candidatos à Presidente da República nas eleições de 2026 referenciaram governo de Nayib Bukele em seus planos de segurança

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Sistema de El Salvador é conhecido como a Alcatraz da América Central (Foto: Secretaria de Imprensa da Presidência de El Salvador)

Candidatos para as Eleições 2026 como Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) defenderam plano de segurança pública com enfrentamento à criminalidade e a desfavelização de áreas urbanas, referenciando as políticas de Nayib Bukele, em El Salvador.

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Segundo informações do g1, o Modelo de segurança é rígido, abusivo, utiliza força extrema e com prisões constantes. Além de reduzir a maioridade penal e o fim da progressão de regime.

O que estes candidatos defendem:

Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro, apresentou, em junho deste ano, o projeto de governo “Plano Brasil Sem Medo” inspirado no sistema penitenciário salvadorenho.

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“Vamos mudar radicalmente a forma de tratar os marginais deste país. Tanto aqueles que são narcoterroristas até aqueles que usam da covardia para oprimir e agredir mulher, e também aqueles que cometem furtos de celular”, disse Flávio.

Renan Santos

Renan Santos afirmou em seu evento de candidatura, que durante seu governo, crimes não serão aceitos:

“Ninguém vai roubar nada que é teu, porque nós vamos matar quem roubar”, declarou, aferindo que criminosos poderiam ser mortos caso resistissem às abordagens policiais.

O candidato negou comparações com o presidente de El Salvador, mas defendeu instrumentos como decretos de estado de defesa para regiões com atuação da criminalidade e de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) como formas de combater o crime.

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Romeu Zema

Em sabatina organizada pelo g1 e pela GloboNews, o candidato afirmou que quer elevar o “custo do crime”, retomar áreas controladas por facções e ampliar o sistema prisional.

O candidato também propôs mudar a legislação para permitir a prisão preventiva de pessoas que acumulem determinado número de ocorrências, mesmo antes do julgamento. 

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Ronaldo Caiado

“As pessoas têm que entender que estamos numa guerra”, disse Ronaldo Caiado em sabatina organizada pelo g1 e pela GloboNews.

Caiado defende a atuação da Militar sem uso de câmeras corporais. Confrontado com dados que mostram eficiência da ferramenta até mesmo na segurança dos policiais.

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Outro ponto importante da política do candidato do PSD é a aprovação de uma lei para permitir o uso das Forças Armadas para a reocupação de territórios ocupados por organizações ligadas ao crime, inclusive na região Amazônica. Prometendo a criação de uma nova polícia transnacional.

Prisões em El Salvador

A gestão de segurança pública de El Salvador tem como objetivo principal o combate a gangues e derrubar índices de criminalidade no país. Para isso foram realizadas algumas mudanças no sistema penitenciário salvadorenho.

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Em 2022 foi criado o Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot) com capacidade para 40 mil presidiários, sendo a maior prisão das Américas. Mas o modelo de atuação de segurança máxima é controverso.

De acordo com o governo do país, o mega presídio é exclusivo para prisioneiros que “ocupam altas posições” da Mara Salvatrucha (ou MS-13) e das duas facções do Barrio 18 – gangues rivais que dominam o território.

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Entretanto, o regime de exceção e a transferência dos presos para o Cecot em El Salvador foi uma operação para prender 83 mil pessoas. Grande parte das prisões foram realizadas sem mandato ou ordem judicial

Qual a situação dos detentos

O Cecot é um presídio fechado, com oito blocos separados. Todos são cobertos por luzes artificiais 24 horas por dia, a única iluminação natural dentro dos segmentos entra por uma abertura no teto que permite a circulação de ar.

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Segundo uma reportagem do El País, os detentos são amplamente vigiados, até mesmo em seus momentos de higiene: o Banheiro fica nos fundos, aberto para todos e para tomar banho, o presídio tem “banheiras” de pedra. Os prisioneiros podem circular pelas celas e por um pátio que as conectam e dormem em beliches de ferro.

Para impedir a fuga, o local é rodeado por quatro muros de 60cm de espessura e três metros de altura, cobertos por arame farpado. Os prisioneiros tem direito a 30 minutos por dia para caminhar por um corredor, com as mão e pés algemados.

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*Sob supervisão de Nicoly Souza