Moraes nega novo recurso para reverter pena de prisão de Bolsonaro: “Absolutamente incabível”

Defesa do ex-presidente havia alegado que negar o direito de Bolsonaro ser julgado pelo plenário seria uma "violação de direitos humanos"

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Foto mostra ex-presidente Jair Bolsonaro em frente à um microfone

Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (Foto: Alan Santos, PR)

Mais um recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi negado nesta terça-feira (13) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O pedido tinha como objetivo tentar reverter a pena do político, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, ao levar o caso para discussão no plenário do Supremo. Com informações da Agência Brasil.

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O recurso havia sido protocolado na segunda-feira (12), com a justificativa de que o Regimento Interno do Supremo não prevê que haja quórum mínimo para que o colegiado julgue recursos contra decisões das turmas. Moraes, no entanto, não chegou a analisar o mérito dos argumentos da defesa. Para ele, é “absolutamente incabível juridicamente a interposição desse recurso após o trânsito em julgado do Acórdão condenatório”.

A defesa alegou, no pedido, que negar o direito de Bolsonaro ser julgado pelo plenário seria uma violação de direitos humanos. Isso porque, segundo os advogados, impossibilitaria que ele tenha acesso ao duplo grau de jurisdição.

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Outros recursos

Desde setembro, quando o político foi condenado pela Primeira Turma da Corte, os advogados de Bolsonaro entram com recursos para tentar reverter a pena do ex-presidente. A defesa entrou com uma apelação do tipo embargos infringentes, recurso cabível somente em casos quando há voto divergente a favor do réu. Na ocasião, o ministro Luiz Fux foi o único a se posicionar pela absolvição de Bolsonaro.

Entretanto, Moraes negou o recurso, justificando que a jurisprudência do Supremo estabelece que é necessário pelo menos dois votos divergentes para a aceitação do embargo. Na ocasião, o ministro Luiz Fux foi o único a se posicionar pela absolvição de Bolsonaro.

O ex-presidente está cumprindo a pena por participação no núcleo 1 da trama golpista, na Superintendência da Polícia Federal. Ele foi condenado por cinco crimes:

  • Organização criminosa armada,
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito,
  • Golpe de Estado,
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça e 
  • Deterioração de patrimônio tombado.

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