Novos atos em defesa da democracia marcam um ano dos ataques de 8 de janeiro

Cerimônia com autoridades e devolução de objetos vandalizados ocorre no Congresso Nacional, e há previsão de manifestações pró-democracia pelo país

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Atos em defesa da democracia ocorrem nesta segunda

Atos em defesa da democracia ocorrem nesta segunda (Foto: Pedro França, Agência Senado)

A data que marca a passagem de um ano dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 será lembrada com uma cerimônia em defesa da democracia. A celebração terá a presença das principais autoridades do país e ocorre nesta segunda-feira (8), às 15h, no Congresso Nacional.

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Chamado de “Democracia Inabalada”, o ato pretende reafirmar a importância e a força da democracia brasileira e restituir ao patrimônio público, de maneira simbólica, alguns itens depredados durante a invasão.

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O presidente Lula (PT) e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, estão entre as presenças confirmadas. A expectativa é de que cerca de 500 convidados acompanhem o evento.

Uma tapeçaria de Burle Marx, vandalizada durante a invasão e submetida a uma minuciosa restauração, e uma réplica da Constituição Federal de 1988, recuperada sem danos após ter sido furtada da sede do Supremo, devem ser reintegrados ao patrimônio público durante a cerimônia.

Um manifesto assinado por 30 senadores e encabeçado por Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, destaca a participação desses parlamentares no esforço por uma “investigação profunda e independente” dos fatos ocorridos no dia 8 de janeiro do ano passado. O texto também condena os atos de violência e a depredação dos prédios públicos, ao mesmo tempo que atribui o episódio a “falhas” por parte do governo federal para contê-los.

Veja fotos dos atos de 8 de janeiro

Outras manifestações pelo país

O ato no Congresso será transmitido pela TV Senado. A expectativa é de que haja reforço na segurança com 2 mil policiais. O número é quatro vezes maior que o efetivo do último 8 de janeiro, quando 580 PMs faziam a segurança na Esplanada, segundo relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou os atos golpistas daquele dia.

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Além da cerimônia no Congresso, movimentos populares e sindicais também fazem eventos entre este domingo (7) e segunda-feira (8) para marcar um ano da tentativa fracassada de golpe pelos extremistas da direita. Os atos ocorrem em diferentes partes do país.

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