O presidente Lula (PT), que concorre à reeleição no domingo, dia 25 de outubro, participou nesta segunda-feira (12) da missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, no Palácio da Alvorada. Lula ainda declarou que a santa tem sido alvo de ofensas por parte de participantes de outras religiões.
“No instante em que Nossa Senhora Aparecida é ofendida por alguns religiosos que não querem respeitar a religião do outro. Todos temos que respeitar a fé das pessoas como elas são”, disse o presidente.
Ainda, durante o evento, Lula estava acompanhado de crianças. Nesta segunda-feira (12) é celebrado o Dia das Crianças e, também, o Dia de Nossa Senhora Aparecida.
A declaração de Lula vem de encontro com a informação de publicações atribuídas a Flávio Bolsonaro (PL), que também concorre à presidência da República, de que ele teria intenção de retirar da santa o título de padroeira do Brasil.
Apesar de Flávio ter negado as acusações, adversários, a Justiça e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reagiram à informação. Isso porque, conforme a Agência Brasil, o candidato teria acusado “gente de dentro da CNBB” de ajudar na divulgação da informação.
Em nota, a CNBB informou que não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral. “A Conferência repudia a produção e a utilização de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar”, disse.
Ainda, ressaltou que não integra qualquer estrutura político-partidária, de partido ou candidatura. “Suas manifestações sobre as eleições decorrem de sua missão pastoral e de princípios públicos expressos em seus documentos, orientados pela dignidade humana, pelo bem comum, pela democracia e pela liberdade de consciência”, afirmou em nota.
Veja a nota completa da CNBB
Diante de informações e manifestações que circulam nas redes sociais envolvendo o nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), esclarecemos:
A CNBB não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral. A Conferência repudia a produção e a utilização de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar.
A CNBB não integra qualquer estrutura político-partidária, de partido ou candidatura. Suas manifestações sobre as eleições decorrem de sua missão pastoral e de princípios públicos expressos em seus documentos, orientados pela dignidade humana, pelo bem comum, pela democracia e pela liberdade de consciência.
Atribuir à CNBB participação em estruturas de produção ou disseminação de desinformação, sem fatos e provas que sustentem tal afirmação, atinge injustamente a instituição e não contribui para a serenidade e a responsabilidade que devem caracterizar o processo eleitoral.
A mentira não se combate com outra mentira. A CNBB reafirma seu compromisso com a verdade, o diálogo e a paz.
