A nova Pesquisa Nacional sobre Segurança e Tecnologia, realizada pela Quaest em parceria com a Pax, empresa de IA para segurança pública, ,divulgada nesta sexta-feira (18), identificou diferenças entre homens e mulheres na avaliação dos principais problemas brasileiros.
O levantamento apontou que para 29% das mulheres, a violência é o pior problema do país. Enquanto, para 28% dos homens, a corrupção aparece como o maior entrave do Brasil.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 12 e 15 de setembro, e os resultados têm tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Violência lidera preocupações entre mulheres
Entre as entrevistadas, a violência aparece com 29% das respostas à pergunta sobre o maior problema enfrentado pelo Brasil nos últimos anos. Na sequência, a economia e a saúde registram, ambas, 20%, enquanto a corrupção soma 16%.
Segundo os dados apresentados pela Quaest, a distribuição das respostas entre as mulheres é a seguinte:
- Violência: 29%
- Economia: 20%
- Saúde: 20%
- Corrupção: 16%
- Desemprego: 5%
- Educação: 4%
- Outros: 2%
- NS/NR (Não sabe/Não respondeu): 4%
A infraestrutura não registrou percentual de resposta entre as mulheres.
Corrupção é a principal preocupação dos homens
Entre os homens, a corrupção ocupa a primeira posição, com 28% das respostas. A violência aparece logo depois, com 25%, seguida pela economia, com 18%, e pela saúde, que alcança 10%.
A diferença entre os grupos fica evidente na comparação dos resultados: a corrupção apresenta 12 pontos percentuais a mais entre os homens, enquanto a violência registra quatro pontos percentuais a mais entre as mulheres.
Veja os resultados apresentados pela pesquisa no segmento masculino:
- Corrupção – 28%
- Violência – 25%
- Economia – 18%
- Saúde – 10%
- Desemprego: 5%
- Educação: 6%
- Infraestrutura: 1%
- Outros: 3%
- NS/NR (Não sabe/Não respondeu): 4%.
Maioria afirma que a violência aumentou nos últimos dois anos
A percepção de crescimento da violência é predominante entre os entrevistados. Segundo a pesquisa Quaest, 76% das mulheres e 63% dos homens afirmam que a criminalidade aumentou muito no Brasil nos últimos dois anos.
Considerando também aqueles que responderam que a violência aumentou um pouco, o percentual chega a 83% entre as mulheres e 74% entre os homens. Já 12% das entrevistadas e 17% dos entrevistados dizem que o cenário permaneceu igual.
As respostas que indicam redução da violência são minoria. Entre as mulheres, 3% afirmam que houve diminuição pequena e 1% aponta queda significativa. No grupo masculino, os percentuais são de 6% e 2%, respectivamente.
Como a tecnologia pode ajudar na segurança pública
Ao responderem em qual área a tecnologia pode ajudar mais na segurança pública, as mulheres apontaram principalmente o combate ao feminicídio e à violência contra a mulher, com 18% das respostas.
Entre os homens, a maior proporção é registrada no combate às facções criminosas, com 12%. O combate a roubos e furtos aparece com 8% entre as mulheres e 10% entre os homens.
Quais as avaliações positivas da pesquisa
A pesquisa também analisou a percepção dos entrevistados sobre o trabalho de instituições na área de segurança pública. A Polícia Militar do estado apresenta avaliação positiva de 44% entre as mulheres e 47% entre os homens.
Na Polícia Federal, os percentuais são de 43% e 46%, respectivamente. Já a Polícia Civil do estado alcança 38% de avaliação positiva entre as mulheres e 43% entre os homens.
Quais as avaliações negativas da pesquisa
Na avaliação negativa, que inclui as respostas “ruim” e “péssimo”, o Governo Federal registra 36% entre as mulheres e 38% entre os homens. O Judiciário e a Justiça apresentam 35% nos dois segmentos.
O governo do estado aparece com 32% de avaliação negativa entre as mulheres e 31% entre os homens. Já a Polícia Militar tem índices de 22% e 20%, respectivamente.





