O humorista Antonio Tabet, pivô da polêmica que relaciona a retirada de Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil com o candidato Flávio Bolsonaro (PL), fez uma nova postagem sobre o caso nesta quinta-feira (1°) depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu deixar o post original no ar na rede social X (ex-Twitter).
Tabet escreveu, sem citar Flávio Bolsonaro, que “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”. Em uma resposta, o humorista afirmou que aquela era a terceira vez que o post ia ao ar, depois de ter “sido censurado”.
Veja a postagem de Antonio Tabet
É a terceira vez que este post vai para o ar. Na primeira vez, foi censurado quando tinha mais de 2 mil retweets. Depois, voltou e foi censurado mais uma vez com quase 30 mil retweets.
— Antonio Tabet (@antoniotabet) October 1, 2026
Agora, se Deus e a democracia quiserem, ela nunca mais sai daí.
Recomeçamos do zero. Mas…
Divergências no TSE
O julgamento do TSE teve uma reviravolta quando o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva afirmou que seria necessário restringir o alcance das medidas determinadas pelo ministro André Mendonça. Isso porque, para ele, a medida poderia fazer com que fossem proibidas críticas, opiniões e manifestações sobre eventual atuação futura do candidato.
Para ele, a postagem de Tabet era uma crítica política que não atribuía a Flávio Bolsonaro uma conduta concreta sobre o tema. Por isso, propôs que os conteúdos removidos que não se encaixem no entendimento do julgamento sejam liberados.
O ministro Floriano Peixoto Marques também entendeu que o melhor a se fazer era derrubar os posts que possuíam informações “notoriamente inverídicas”. O mesmo se repetiu com a ministra Estela Aranha, que defendeu que “a ordem de remoção alcance apenas conteúdos que atribuam falsamente ao candidato a autoria, iniciativa ou proposição de medida destinada à retirada de Nossa Senhora Aparecida da condição de Padroeira do Brasil”.
Às 20h30min, André Mendonça decidiu liberar a postagem de Tabet.
“Nesse sentido, realço a convergência com a premissa central que tenho reiteradamente sustentado no sentido de que a intervenção da Justiça Eleitoral sobre manifestações veiculadas no debate político deve observar critérios estritos e que, especialmente diante de dúvida razoável acerca do enquadramento de determinada publicação no núcleo factual reconhecido como falso, deve-se privilegiar a liberdade de expressão e a manutenção do conteúdo”, disse Mendonça, em sua reconsideração do voto.
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Entenda a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida
Apoiadores do candidato a Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), foram apontados nas redes sociais, na última quinta-feira (24), como defensores de uma suposta mudança do título de padroeira atribuída à santa. A possiblidade foi desmentida pelo presidenciável, no mesmo dia, que afirmou não existir projeto com esse objetivo.
O assunto após um comentário da jornalista Maria Cristina Machado, do Valor Econômico, durante a programação da GloboNews. A fala não atribuiu diretamente a iniciativa a Flávio Bolsonaro, mas relacionou a proposta a pessoas apontadas como aliadas do candidato. Horas depois, a emissora divulgou uma errata sobre a informação.
Diante da repercussão, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais em que negou que pretenda alterar a condição de padroeira do Brasil atribuída à santa.
“Estamos aqui na correria de agenda em Minas Gerais e sou surpreendido com uma mentira, uma fake news daquela, pra variar, que a milícia do PT está inventando na internet: que eu iria tirar a padroeira do Brasil. Isso é uma grande mentira. Não tem pé nem cabeça. Não existe esse projeto”, disse Flávio no vídeo.










