Nossa Senhora Aparecida: TSE começa a julgar posts contra Flávio Bolsonaro; Mendonça adianta voto

Ministro André Mendonça foi o primeiro a votar e manteve posição para proibir posts que associam caso Nossa Senhora Aparecida a Flávio Bolsonaro (PL)

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Mendonça foi o primeiro a votar no julgamento do TSE (Foto: Carlos Moura, STF)

Mendonça foi o primeiro a votar no julgamento do TSE (Foto: Carlos Moura, STF)

O plenário virtual do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa julgar a partir das 10h desta quarta-feira (30) o caso Nossa Senhora Aparecida, em uma análise da decisão do ministro André Mendonça que determinou a remoção de publicações sobre a suposta retirada de Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil associada ao candidato Flávio Bolsonaro (PL).

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A sessão deve seguir até as 23h59 desta quarta, com votos de três integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), três do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois advogados indicados pelo Supremo. No entanto, Mendonça, autor da decisão, decidiu votar antes do horário previsto para início da sessão.

Em seu voto, o ministro afirmou que as decisões tomadas por ele foram em caráter excepcional e “não constituem censura prévia”.

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A determinação de Mendonça foi restabelecida pelo ministro do STF Luiz Fux depois que ele suspendeu a decisão de Flávio Dino, responsável por derrubar a ordem de Mendonça. Com isso, a análise do plenário determinará se a decisão do ministro Mendonça deve continuar sendo válida.

Antes de Fux, Dino permitiu no domingo (27) que postagens que haviam sido removidas voltassem ao ar, sob o argumento de que as publicações não citavam o nome de Flávio Bolsonaro, além da proteção da liberdade de expressão. Já Fux atendeu a um pedido da defesa de Flávio.

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Como votou Mendonça?

Mendonça afirmou que a Justiça identificou, primeiramente, informações consideradas falsas sobre o tema após uma verificação. Por isso, tomou a decisão para cumprir a proibição das postagens diante da ampla divulgação desse conteúdo.

Segundo ele, foram utilizadas como bases as regras eleitorais, além de decisões já tomadas pelo STF.

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“A indisponibilização de sucessivas reproduções de núcleo factual específico, previamente publicado e já reconhecido como desinformativo, não configura censura prévia, pois não institui controle estatal antecedente das manifestações futuras, não exige autorização judicial para novas publicações e não suspende perfis, contas ou canais de usuários”, afirmou.

Segundo ele, continuam permitidas manifestações de fé, a defesa de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil, críticas a possibilidade de mudança dessa condição e debates sobre religião e política. O que está proibido, conforme a decisão e a manifestação de Mendonça, a atribuição a Flávio Bolsonaro.

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Quem irá votar?

  • Kássio Nunes Marques (atual presidente do TSE);
  • André Mendonça (vice-presidente);
  • Dias Toffoli;
  • Sebastião Reis Júnior;
  • Ricardo Villas Bôas Cueva;
  • Floriano Peixoto Marques Neto;
  • Estela Aranha.

Entenda a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida

Apoiadores do candidato a Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), foram apontados nas redes sociais, na quinta-feira (24), como defensores de uma suposta mudança do título de padroeira atribuída à santa. A possiblidade foi desmentida pelo presidenciável, no mesmo dia, que afirmou não existir projeto com esse objetivo.

O assunto após um comentário da jornalista Maria Cristina Machado, do Valor Econômico, durante a programação da GloboNews. A fala não atribuiu diretamente a iniciativa a Flávio Bolsonaro, mas relacionou a proposta a pessoas apontadas como aliadas do candidato. Horas depois, a emissora divulgou uma errata sobre a informação.

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Diante da repercussão, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais em que negou que pretenda alterar a condição de padroeira do Brasil atribuída à santa.

“Estamos aqui na correria de agenda em Minas Gerais e sou surpreendido com uma mentira, uma fake news daquela, pra variar, que a milícia do PT está inventando na internet: que eu iria tirar a padroeira do Brasil. Isso é uma grande mentira. Não tem pé nem cabeça. Não existe esse projeto”, disse Flávio no vídeo.