PL protocola pedido de urgência para projeto da anistia com 262 assinaturas

Ideia inicial do partido era reunir 280 assinaturas, mas líder resolveu adiantar processo com pressão do governo para que parlamentares retirassem assinaturas

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Atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil)

Atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 (Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil)

O pedido de urgência para levar o projeto de anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023 foi protocolado nesta segunda-feira (14). O pedido foi feito pelo líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, e precisa ser aprovado pelo plenário com, no mínimo 257 votos a favor. As informações são do g1.

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Ao todo, o PL reuniu 262 assinaturas a favor do projeto, quando o mínimo necessário era 257. Se o requerimento for aprovado, as assinaturas não poderão mais ser retiradas e nem outras adicionadas. A ideia inicial do partido era coletar 280 assinaturas, mas o líder o partido disse que “o governo está pressionando os deputados a retirar assinaturas”, o que o levou a mudar a “estratégia”. Assim, “o governo não vai nos pegar de surpresa mais”, apontou.

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A fala de Sóstenes diz respeito às tentativas de convencimento do governo para parlamentares retirarem as assinaturas. A medida, segundo o líder do PL, surtiu efeito e teve como resultado a saída de uma assinatura. Com o pedido de urgência, quem quiser ter a assinatura retirada terá que solicitar à Mesa Diretora da Câmara.

Agora, quem decide se a votação da urgência entrará em pauta o mais rápido possível, como desejado pelo PL, é o presidente da Câmara de Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Bancadas da base do governo divididas

Mais da metade dos deputados do União Brasil (67,7%), PP (75%) e PSD (52,2%), bancadas que apoiam o governo Lula e possuem ministérios no Planalto, votaram a favor do projeto. O objetivo é isentar Jair Bolsonaro e os envolvidos no 8 de janeiro de responsabilidade pelos atos.

Votação ficou no “quase” em 2024

O texto quase foi votado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 2024, mas o deputado Arthur Lira (PP-AL), então presidente da Câmara, devolveu a proposta. Para ele, o projeto deveria passar por uma comissão especial.

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