Polícia Federal desmente revista Veja e diz que Vorcaro não mencionou dinheiro a filme de Lula em depoimento

Polícia Federal afirmou, em nota, que Vorcaro não disse o que foi relatada na reportagem da Revista Veja

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Reportagem apontava suposto esquema de repasse de dinheiro do Master para documentário sobre Lula (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total; Reprodução)

Reportagem apontava suposto esquema de repasse de dinheiro do Master para documentário sobre Lula (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total; Reprodução)

A Polícia Federal publicou uma nota, nesta sexta-feira (9), desmentindo a reportagem da Revista Veja que divulgou que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, pagou R$ 30 milhões para o documentário sobre o candidato à reeleição Lula (PT) e ao Instituto Lula.

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De acordo com a nota, Daniel Vorcaro “não prestou depoimento com o teor relatado na matéria, tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações com o conteúdo ali descrito”. Na reportagem, a Veja afirma que teve acesso a áudios e documentos com relatos do banqueiro.

A Polícia Federal também afirmou que as propostas de delação premiada apresentadas ao órgão pela defesa de Vorcaro foram rejeitadas por “não atendimento aos requisitos legais”, e que isso já é de conhecimento da defesa.

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O órgão destacou, ainda, que recebeu uma notícia-crime com pedido de providências urgentes sobre o que foi descrito na reportagem. Segundo a Polícia Federal, “o expediente foi encaminhado à área técnica para adoção das providências de polícia judiciária”.

Quem é Daniel Vorcaro

O que diz a reportagem da revista Veja?

A reportagem da revista Veja afirmou que ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria destinado R$ 30 milhões em dinheiro vivo para um documentário sobre o candidato à Presidência Lula (PT) ao Instituto Lula em um suposto esquema de propinas de 10% com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Segundo os áudios e documentos que a Veja diz ter tido acesso, o valor seria destinado à produção sobre um documentário sobre Lula fora do Brasil, de Oliver Stone, além de uma quantia que não foi revelada paga diretamente para o Instituto Lula. A Procuradoria-Geral da República já havia tido acesso ao caso, mas não levou adiante por afirmar que não havia provas. A defesa de Vorcaro, no entanto, afirmou que teria mensagens de WhatsApp, registros das pessoas que retiraram o dinheiro vivo e a relação de lugares e rotas usadas por operadores nas entregas do dinheiro.

Conforme a reportagem, o esquema contava com a exigência de uma taxa de 10% de tudo que o banco captasse com os fundos de previdência de servidores da Caixa, do Banco do Brasil, da Petrobras e dos Correios, o que poderia resultar R$ 1 bilhão para o PT e, em contrapartida, R$ 9 bilhões.

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À Veja, Lula afirmou que “jamais solicitou ou recebeu qualquer vantagem financeira nem autorizou terceiros a receber recursos de Vorcaro em seu nome”. Noleto e Padilha também afirmaram que não possuem qualquer relação com Vorcaro. Os outros nomes citados não se manifestaram.

Em maio, os produtores e diretores do documentário sobre Lula divulgaram nota negando vínculos financeiros com o banqueiro e com o Banco Master.

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Investigação da PF sobre suposto falso depoimento

A notícia-crime citada pela PF na nota diz respeito a uma solicitação do grupo jurídico Prerrogativas, que já havia dito que solicitaria à Polícia Federal a abertura de um inquérito sobre este depoimento de Vorcaro. Segundo o grupo, o depoimento pode ter sido “estimulado”, conforme a Folha de S.Paulo.

Em troca, conforme o grupo, Vorcaro teria recebido como contrapartida a oferta de ser libertado no início de 2027 com uso de tornozeleira eletrônica, enquanto seu pai, Henrique Vorcaro, sairia da prisão imediatamente.