Porte de armas liberado para brasileiros: a intenção revelada por Flávio Bolsonaro se for eleito

Candidato à Presidência defendeu a legítima defesa armada, mas não detalhou quais regras pretende alterar se vencer o segundo turno

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Porte de armas liberado para brasileiros; saiba qual a intenção revelada por Flávio Bolsonaro se for eleito (Foto: Facebook, Flávio Bolsonaro, Agência Câmara, Divulgação)

O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), indicou, nesta quarta-feira (7), que, caso eleito no segundo turno das Eleições 2026, deve retomar a política armamentista iniciada pelo pai, Jair Bolsonaro.

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Em entrevista a Folha de S.Paulo, Flávio saiu em defesa da proteção pessoal e individual dos cidadãos por meio do armamento.

“Legítima defesa tem que voltar, né? Só quem tá armado é bandido”, declarou sobre a possibilidade de ampliar o acesso de cidadãos às armas caso eleito presidente do país.

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Apesar da fala, Flávio não detalhou quais seriam as propostas relacionadas ao armamento estariam em seu governo e não informou se revogaria os atuais decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que restringiram o acesso as armas.

Porte de armas na gestão Bolsonaro

Anterior a gestão de Lula, o pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou a publicar uma série de decretos com o objetivo de flexibilizar as restrições impostas pelo Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003).

Apesar de não ter confirmado publicamente, as politicas aprovadas pelo pai podem ser retomadas por Flávio Bolsonaro. Entre as principais mudanças adotadas naquele período estão:

  • Decreto nº 9.685: em janeiro de 2019, o governo facilitou a comprovação da chamada “efetiva necessidade” para adquirir armas, estabeleceu critérios de presunção dessa necessidade para determinados grupos e ampliou para até quatro o limite de armas que um cidadão comum poderia comprar.
  • Decreto nº 9.785: em maio de 2019, a gestão ampliou o acesso ao porte para diversas categorias profissionais e liberou calibres que antes tinham restrições. A norma foi posteriormente revogada e substituída por outros decretos, após questionamentos no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF).
  • Decretos nº 9.845, nº 9.846 e nº 9.847: ainda em 2019 os decretos reorganizaram regras de posse, fiscalização e controle de armas, incluindo disposições para CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores).

Próximo ao fim do mandato, em 2021, o pai de Flávio Bolsonaro, também anunciou o Decreto nº 10.628/2021 que elevou de quatro para até seis o limite de armas de uso permitido para cidadãos comuns e autorizou o porte simultâneo de duas armas, conforme as regras então estabelecidas.

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Projetos sobre flexibilização do porte de armas tramitam no Congresso

Além da sinalização feita pelo candidato do PL, algumas propostas que ampliam o acesso ao porte de armas já tramitam no Congresso Nacional. Os projetos tratam de categorias profissionais e de mudanças nos critérios para autorização de circulação armada.

Entre as propostas, estão:

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  • Porte para defesa pessoal (PL 2734/2021): de autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS), o projeto pretende retirar a exigência de comprovação de “efetiva necessidade” para a concessão do porte destinado à defesa pessoal. A proposta prevê substituí-la por uma declaração formal de risco ou ameaça à integridade física. O texto foi aprovado pela Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados em maio de 2026.
  • Porte para profissionais ligados ao setor de armas (PL 3.922/2025): Apresentada pelo deputado Juninho do Pneu (União-RJ), o prevê a concessão de porte para proprietários, dirigentes, administradores e associados de clubes de tiro, além de proprietários de lojas de armas e munições. Um texto substitutivo foi aprovado pela Comissão de Segurança Pública em janeiro de 2026 e aguarda análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).
  • Porte para oficiais de Justiça (PL 5.415/2005): o projeto trata da autorização de porte de arma para oficiais de Justiça e outras categorias específicas, com finalidade de defesa pessoal. Em maio de 2026, a Câmara aprovou o regime de urgência para acelerar a votação em Plenário. A proposta foi aprovada e encaminhada ao Senado em agosto de 2026.

Flávio Bolsonaro surge na frente em disputa presidencial do 2° das eleições

Na noite desta quinta-feira (8), a primeira pesquisa Datafolha sobre a disputa presidencial em segundo turno mostrou Flávio Bolsonaro com vantagem numérica sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas intenções de voto.

Os resultados apresentados foram:

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  • Flávio Bolsonaro (PL): 49%;
  • Lula (PT): 45%;
  • Branco, nulo ou nenhum candidato: 5%;
  • Indecisos: 1%.

Na contagem dos votos válidos, que desconsidera os votos brancos, nulos e as pessoas indecisas, Flávio aparece com 52%, enquanto Lula registra 48%. Esse é o critério utilizado pela Justiça Eleitoral para definir o resultado da eleição.

O levantamento foi realizado entre terça-feira (6) e quinta-feira (8). Os números representam as intenções de voto registradas no período da pesquisa e não constituem o resultado definitivo da disputa.