Prefeitura de Florianópolis é alvo de operação que apura cobrança de propina para liberar obras

Outros três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Florianópolis e em Palhoça

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Na primeira fase de Operação Mão Grande II, em agosto de 2024, a Polícia Civil monitorou a entrega de dinheiro em um parque público da Capital (Foto: Polícia Civil, Divulgação)

A Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na prefeitura de Florianópolis, nesta quarta-feira (25). A operação é chamada de Mão Grande II e investiga a realização de pesquisas em arquivos da administração municipal visando viabilizar ou dar celeridade a procedimentos relativos às obras. Ela é uma ramificação dos trabalhos iniciados em 2023 para apurar suspeitas de liberação irregular de obras na Capital.

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Outros três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Florianópolis e em Palhoça. A Delegacia Especializada no Combate à Corrupção (DECOR/DEIC) apreendeu aparelhos eletrônicos e documentos. Em um dos alvos, os policiais localizaram R$ 12 mil em espécie, cuja possível ilicitude será averiguada no transcorrer da investigação, conforme a Polícia Civil.

Em nota, a prefeitura informou que está desde o início colaborando com as investigações. “São desdobramentos e todos os indiciados não estão mais na Prefeitura”, diz o texto.

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Relembre a primeira fase da operação

Na primeira fase de operação, em agosto de 2024, a Polícia Civil monitorou a entrega de dinheiro em um parque público da Capital. Na ocasião, um ex-servidor, que exercia a função de fiscal na Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública de Florianópolis, foi abordado pelos policiais e houve a apreensão do dinheiro. Os policiais também constataram que ele portava uma pistola no interior de seu automóvel, incorrendo em porte ilegal de arma de fogo.

A investigação, de acordo com a PC, foi iniciada a partir da exigência de propina para realização de pesquisa em arquivos da prefeitura visando viabilizar obra em uma residência, quando o homem ainda era servidor. A primeira fase da operação ocorreu para cumprir mandado de busca e apreensão contra o fiscal, que era recém-aposentado.

Na casa do investigado, mais três revólveres em condições ilegais também foram apreendidos, consubstanciando delitos de posse ilegal de arma de fogo. Com isso, ele foi autuado em flagrante. Além do armamento, foram apreendidos documentos, R$ 11,3 mil e mais de R$ 4 mil dólares em espécie, além de cédulas sul-americanas.

Outra operação

A ação é um braço da operação que resultou na condenação de um ex-servidor da Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram), em dezembro do ano passado, pelo crime de crime de concussão. Conforme o despacho, Pereira exigiu, “para si, diretamente, vantagem indevida, consistente no pagamento das quantias de R$ 140.000,00 (cento e quarenta mil reais) e R$ 105.000,00 (cento e cinco mil reais)”.

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O caso ganhou repercussão nacional no Fantástico após a veiculação do vídeo que mostra o servidor da prefeitura recebendo valores de um construtor que seria propina. O gravação veio à tona em setembro de 2023, durante operação policial.

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