Chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF) representa o ponto mais alto da carreira jurídica no Brasil, mas o caminho envolve muito mais do que conhecimento técnico. O processo exige indicação política, sabatina no Senado e aprovação dos pares antes da posse do cargo. Além do prestígio constitucional, o posto carrega a responsabilidade pelas decisões mais impactantes do país e define o teto do funcionalismo público. Se considerarmos o salário bruto, em 2026, um ministro da Suprema Corte ganha R$ 46.366,19 por mês. O rendimento, contudo, aumenta por conta de benefícios regulamentados.
FOTOS: Quem são os 11 ministros do STF
O caminho até a Suprema Corte
Para vestir a toga de ministro, o candidato precisa cumprir requisitos claros previstos na Constituição Federal, como ter nacionalidade brasileira nata, idade entre 35 e 70 anos, notável saber jurídico e reputação ilibada.
O processo começa com a indicação direta do Presidente da República. Em seguida, o indicado passa por uma sabatina minuciosa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e precisa ter o nome aprovado pelo plenário da casa antes de ser nomeado.
A visão real de quem está lá
Recentemente, durante participação em evento da Associação Nacional dos Magistrados Evangélicos (Anamel), o ministro André Mendonça abordou com franqueza os limites financeiros e o peso da função na Suprema Corte:
Se o seu propósito for ganhar dinheiro ou ter poder, ouçam a experiência de quem poderia dizer que chegou ao ápice da Justiça: você vai se frustrar.
O magistrado ainda completou que a função na Corte traz “muito mais ônus do que qualquer outra coisa” e que “um juiz não pode ter a pretensão de ficar rico”, reforçando que o foco do cargo deve ser o compromisso institucional, e não a busca por poder ou acúmulo financeiro.
Quanto ganha um ministro do STF?
A remuneração de um ministro do STF fixa o teto constitucional do funcionalismo público brasileiro. Atualmente, o subsídio bruto mensal é de R$ 46.366,19.
Além do subsídio principal, os ministros têm direito a benefícios regulamentados, como auxílio-alimentação e assistência à saúde, além de toda a estrutura de gabinete necessária para o desempenho de suas funções institucionais.
*Com edição de Luiz Daudt Junior.












