Sheikh Hasina, a primeira-ministra de Bangladesh, renunciou ao cargo nesta segunda-feira (5). A decisão foi anunciada pelas Forças Armadas do país, que passa por uma onda de protestos contra o governo. Ao menos 300 pessoas morreram.
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A chamada “dama de ferro” do país asiático estava no poder há 15 anos e era uma das mulheres mais poderosas do continente, conforme informações do g1. Ela deixou o país, conforme o anúncio. Um governo interino comandado pelos militares também foi anunciado.
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Manifestantes protestam contra o sistema de cotas do governo de Bangladesh, um dos países mais populares do mundo, que reserva um terço dos empregos públicos para parentes de veteranos da guerra contra o Paquistão, em 1971, que resultou na independência do país. Atualmente, Bangladesh tem 171 milhões de habitantes.
Nesta segunda-feira, milhões de manifestantes invadiram a residência oficial da primeira-ministra, na capital Daca. A internet chegou a ser bloqueada no país pela manhã. Mais tarde, o aeroporto de Daca foi fechado.
Quem é a primeira-ministra
Hasina nasceu em 1947 em uma família muçulmana e já envolvida na política. O pai dela era Sheikh Mujibur Rahman, líder nacionalista de Bangladesh, segundo informações da BBC. Rahman foi o primeiro presidente do país após a independência do Paquistão, em 1971.
Na época, Hasina já era líder estudantil na universidade de Daca. Em 1975, o pai dela e boa parte da família foi assassinada em um golpe militar. Apenas Hasina e a irmã mais nova sobreviveram. Exilada na Índia, ela voltou ao país natal apenas em 1981 e se tornou líder do partido do pai, a Liga Popular de Bangladesh.
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Ela foi eleita pela primeira vez em 1996. Nos primeiros anos, assinou um acordo de compartilhamento de água com a Índia, mas foi criticada pelos vários acordos comerciais apontados como corruptos pela oposição. Em 2001, perdeu as eleições para uma antiga aliada, Begum Khaleda Zia, do Partido Nacionalista de Bangladesh.
Hasina e Zia dominaram a política do país e ficaram conhecidas como “guerreiras Begum”. Begum é um termo usado para definir mulheres muçulmanas de alta posição.
Em 2009, Hasina voltou ao governo. Antes disso, enfrentou tentativas de assassinato e prisões. Em 2004, uma tentativa de assassinado contra ela prejudicou a audição da premiê.
*Com informações do g1 e da BBC.
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