O senador Jaques Wagner (PT), alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (18) que apura suspeitas ligadas ao Banco Master, é o atual líder do governo Lula no Senado.
Wagner é ex-governador da Bahia e ocupou o cargo durante dois mandatos, entre 2007 e 2014. Foi o primeiro governador petista eleito na Bahia, quebrando uma hegemonia da direita, representada por nomes como o senador Antônio Carlos Magalhães, do antigo PFL.
Após deixar o governo, assumiu o cargo de ministro da Defesa e, mais tarde, de ministro da Secretaria-Geral da Casa Civil, ambos do governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
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A entrada na política ocorreu como sindicalista do setor petroquímico de Camaçari, cidade vizinha a Salvador. A relação com o atual presidente Lula teve origem nesse período, quando os dois se encontravam em congressos de trabalhadores petroleiros.
Antes de se tornar governador, foi eleito deputado federal por dois mandatos (1994 e 1998) e atuou em ministérios do primeiro governo Lula, como o do Trabalho (2003) e das Relações Institucionais (2005).
Em 2018, quando Lula estava preso em função da Operação Lava-Jato e não podia concorrer à Presidência da República, o nome de Jaques Wagner era apontado como um dos favoritos para disputar o Palácio do Planalto. No entanto, ele optou por concorrer a uma vaga no Senado, e o partido preferiu lançar o ex-ministro Fernando Haddad (PT) para a corrida presidencial daquele ano, vencida por Jair Bolsonaro, então do PSL.
Banqueiro também é alvo da operação
Jaques Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que teve mandados cumpridos no Distrito Federal, São Paulo e Bahia. A operação investiga suposto esquema de fraude bilionárias ligado ao Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro.
Além de Wagner, também foi alvo da operação o banqueiro Augusto Ferreira Lima, que seria aliado de Vorcaro e era dono do Banco Pleno, também liquidado pelo Banco Central, no início deste ano.
No total, 18 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em endereços ligados aos alvos.
A defesa dos investigados não havia se manifestado até a manhã desta quinta-feira (18).





