Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), os dois candidatos à Presidência que vão ao segundo turno nas Eleições 2026, têm pensamentos diferente quando o assunto é a necessidade de aumento do valor do salário mínimo. Os dois presidenciáveis também divergem sobre as maneiras para se alcançar o valor acima da inflação. Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.621, com previsão para um aumento de mais de R$ 1 mil em 2027.
No plano de governo de Lula, disponibilizado no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o salário-mínimo é citado como uma política que precisa de manutenção em um eventual segundo mandato de Lula. O plano cita o salário mínimo “como meio estratégico de distribuição de renda, combate à pobreza e promoção do desenvolvimento econômico e social”.
“Por isto, o novo mandato de Lula dará continuidade à política de valorização do salário mínimo como meio estratégico de distribuição de renda, combate à pobreza e promoção do desenvolvimento econômico e social. Buscará ainda integrar a oferta de crédito público, assistência técnica, incentivos fiscais e a política de compras governamentais a compromissos com a geração de empregos de qualidade”, cita o plano de governo do atual presidente.
No documento em si, não há citações sobre como realizar, na prática, a valorização do salário-mínimo. No entanto, em falas públicas, Lula questionou o impacto da política nas contas públicas. Na opinião dele, há possibilidade de haver equilíbrio fiscal e, ao mesmo tempo, a continuidade da política pública para para trabalhadores, aposentados e beneficiários de programas assistenciais.
Os candidatos que concorreram à presidência da República nas Eleições 2026
Flávio Bolsonaro não fala sobre salário-mínimo em plano de governo
Já Flávio Bolsonaro não cita a palavra “salário-mínimo” no plano de governo, mas trata sobre o endividamento das famílias que recebem até três salários-mínimos. Publicamente, Flávio falou nesta quinta-feira (8) que quer reajustar as aposentadorias acima da inflação, vinculadas, hoje, ao salário mínimo.
No plano, Flávio cita que quer priorizar o aumento do poder de compra com a redução do custo de vida, fazendo com que “o mesmo salário compre mais” com redução de impostos sobre o consumo, a energia e os combustíveis.
Como funciona o segundo turno para presidente?
Se nenhum candidato à Presidência da República alcançar mais da metade dos votos válidos no primeiro turno, os dois candidatos mais votados disputam o segundo turno. Na nova votação, será eleito presidente aquele que obtiver a maioria dos votos válidos. No segundo turno de 2026, a disputa será entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).












