O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou, neste sábado (31), que o governo americano tenha facilitado a fuga de Flávio Bolsonaro (PL) ao país depois das eleições no Brasil. Rubio afirmou que Donald Trump apenas permitiu que o senador entrasse no país.
“Não estávamos envolvidos em nenhum dos acordos ou preparativos que ele fez para deixar o país. Pelo menos, o governo dos Estados Unidos não participou diretamente de nenhuma das ações realizadas”, disse Rubio.
Sobre a autorização de Trump, o secretário de Estado afirmou, em uma coletiva de imprensa, que o presidente ameriano tomou a decisão “de permitir que Flávio Bolsonaro entrasse no país”.
“O presidente deixou claro que, se ele chegasse aos Estados Unidos por um ponto de entrada, receberia autorização de entrada condicional (parole). E foi isso que aconteceu”, destacou.
Flávio Bolsonaro saiu do Brasil depois de passar pela Argentina e seguir para os EUA. A fuga aconteceu depois da derrota para Lula (PT) nas eleições, além do pedido de apreensão do passaporte dele feito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Veja imagens do jato usado por Flávio Bolsonaro
Imprensa dos EUA contradiz governo americano
Por outro lado, a imprensa americana afirmou, nesta semana, que pessoas próximas ao governo Trump facilitaram a fuga de Flávio Bolsonaro aos EUA.
Na quarta-feira (28), o jornal americano “Wall Street Journal” afirmou que o assessor de comunicação da Casa Branca, Jason Miller, foi o responsável por conseguir o avião particular que transportou Flávio e a família na madrugada.
“Depois de cruzar a fronteira do Brasil com a Argentina, o carro de Flávio Bolsonaro foi escoltado pela Polícia de Segurança Aeroportuária da Argentina até o posto de controle de imigração do Aeroporto Internacional das Cataratas do Iguaçu. Santiago Caputo manteve contato direto com Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, que mora nos Estados Unidos desde o ano passado, para coordenar a operação. No aeroporto, um jato particular da Baires Fly, empresa de voos fretados, aguardava a família”, dizia o trecho do jornal.
Vitória de Lula nas eleições é legítima e foi reconhecida pelo TSE
As alegações de Flávio Bolsonaro de que houve uma fraude eleitoral na vitória de Lula são falsas. O Tribunal Superior Eleitoral já homologou o resultado das eleições. O ministro Kassio Nunes, que é aliado de Jair Bolsonaro (PL), também afirmou que as eleições “transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais“.
A prorrogação no tempo de votação, solicitada tanto pela campanha de Lula quanto pela campanha de Flávio, resultou em apenas 34 mil votos a mais após as 17h, segundo o próprio TSE. O PL, partido de Flávio, não contesta o resultado, alegando que não há como dizer que houve fraudes nas eleições, já que não há provas.







