Sem 2º turno na disputa para governador em 21 estados, o Brasil vai às urnas neste domingo (25) para decidir quem será o presidente da República pelos próximos anos. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) chegam ao dia da decisão em cenário de empate técnico nas principais pesquisas e com estratégias que miram a migração de votos dos candidatos derrotados no 1º turno e em reverter a abstenção.
Em todo o país, 158,7 milhões de pessoas estão aptas para ir às urnas neste domingo. Em Santa Catarina, são 5,7 milhões de eleitores que podem participar. Por ser uma eleição de apenas um voto nos 21 estados em que não há segundo turno para governador, a expectativa é de que não haja grandes filas e a votação seja concluída de forma mais rápida pelos eleitores.
Em Santa Catarina, haverá apenas uma mudança em locais de votação do 1º para o 2º turno, em Luzerna, no Meio-Oeste. A alteração foi anunciada na sexta-feira (23) pela Justiça Eleitoral, em função do início de uma obra no clube que sediava originalmente duas seções eleitorais.
No restante do país, 344 seções eleitorais tiveram modificações, segundo informações levantadas até a sexta-feira (23) no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As mudanças envolvem fatores como alertas de chuvas, fornecimento de energia elétrica e questões estruturais. Os eleitores podem conferir o local de votação no aplicativo e-Título, no Autoatendimento Eleitoral no site do TSE ou por telefone e no WhatsApp, no número 0800 647 3888.
A reta final de Lula e Flávio Bolsonaro
A reta de chegada da corrida presidencial foi marcada por um equilíbrio extremo. Após terminar à frente no 1º turno, com 157 milhões de votos, contra 154 milhões de Lula, Flávio Bolsonaro conduziu a campanha com viagens para comícios pelo país. Contou com o apoio da maioria de candidatos derrotados no 1º turno, como Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Zema (Novo). O candidato também explorou casos como o escândalo do INSS, relacionando o episódio ao filho de Lula, e aposta na manutenção da sua base de votos do 1º turno, somada aos eleitores dos outros candidatos de direita, para vencer a disputa.
No lado petista, a campanha de Lula contou com o reforço de uma mobilização digital liderada pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), por meio do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, e com atos de rua convocados por estudantes e apoiadores. O tom mais incisivo da campanha expondo escândalos que envolvem o adversário e questionando o impacto de cortes anunciados pelo candidato do PL também entraram na pauta da campanha, que viu as intenções de voto se aproximarem das de Flávio nos últimos dias antes do 2º turno. No lado de Lula, a expectativa é na mobilização de eleitores que votaram em branco ou nulo ou que não compareceram às urnas para tentar uma virada, que seria inédita na história das eleições brasileiras desde a redemocratização.
Disputas ao governo
Na esfera estadual, apenas o Distrito Federal e outros cinco estados ainda precisarão ir às urnas para eleger o futuro governador. São eles: Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins. No Amazonas e no Rio Grande do Norte, a disputa opõe nomes defendidos por Lula e Flávio Bolsonaro, enquanto no Acre e no Tocantins os dois oponentes apoiam o candidato do PL. No Distrito Federal e no Espírito Santo o 2º turno também candidatos que apoiam Flávio e Lula frente a frente, mas os candidatos bolsonaristas lideravam as intenções de voto nas pesquisas dos últimos dias.












