Senado aprova intervenção federal no DF com voto contrário de bolsonaristas

Medida já tinha sido aprovada na noite de segunda-feira pela Câmara dos Deputados

Compartilhe:
senado

Vândalos invadiram e destruíram sedes dos Três Poderes no domingo (Foto: Pedro França / Agência Senado)

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (10) a intervenção federal na segurança do Distrito Federal, medida decretada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (8), enquanto golpistas invadiam os prédios dos Três Poderes.

Continua após a publicidade

Receba as principais notícias de Santa Catarina pelo WhatsApp

O decreto foi aprovado de forma simbólica, sem a contagem de votos, mas oito senadores bolsonaristas votaram contra, incluindo o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), líder do PL na Casa.

Continua após a publicidade

Os senadores Carlos Portinho (PL-RJ) – ex-líder do governo Bolsonaro –, Luiz Carlos Heinze (Progressistas-RS), Carlos Viana (PL-MG), Eduardo Girão (Podemos-CE), Plínio Valério (PSDB-AM), Styvenson Valentim (Podemos-RN) e Zequinha Marinho (PL-PA) também foram contra.

Moraes diz que prisões não são colônia de férias para golpistas e que instituições não fraquejarão

A votação foi semipresencial, mas líderes fizeram um apelo para que os senadores voltassem a Brasília e participassem da sessão presencialmente. Na avaliação do Senado, era importante ocupar o plenário e passar a mensagem de que a Casa não foi intimidada pela invasão. 73 dos 81 senadores participaram da votação. O texto foi aprovado nesta segunda (9) pela Câmara dos Deputados e vai à promulgação.

O decreto de intervenção federal tem força de lei a partir da assinatura do presidente, mas exige aprovação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal em regime de urgência. O Congresso pode apenas autorizar ou rejeitar o texto, sem alterações.

Continua após a publicidade

Golpistas levaram documentos e HDs do Planalto, diz Ministro da Secom

Antes da sessão, o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD), caminhou pelo prédio para verificar os estragos, ao lado da diretora-geral, Ilana Trombka, da diretora do museu, Maria Cristina Monteiro, e do diretor da Polícia do Senado, Alessandro Morales.

Continua após a publicidade

O presidente do Congresso afirmou que a “minoria golpista” que invadiu as sedes dos Três Poderes conseguiu unir ainda mais as instituições. Pacheco disse também que houve um crime e pediu punição individual aos envolvidos.