Servidor briga com vereador durante sessão, joga segurança no chão e precisa ser contido por duas pessoas em SC

Confusão aconteceu na Câmara de Vereadores de Videira

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captura de tela de transmissão da Câmara de Vereadores de Videira, onde ocorreu uma briga

Confusão entre servidor e vereador interrompeu sessão ordinária (Foto: Câmara Municipal de Videira, Reprodução)

Uma briga entre um servidor público e um vereador interrompeu a sessão ordinária desta terça-feira (29) na Câmara de Vereadores de Videira, no Meio-Oeste Catarinense. Foram necessárias duas pessoas para conter o servidor, que chegou a derrubar um segurança com um golpe de artes marciais.

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O servidor, um agente de trânsito, seria responsável por uma denúncia que resultou em um processo contra o vereador. O caso estaria tramitando desde 2025 e segundo o parlamentar teria sido arquivado. De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as acusações envolvem abuso de autoridade perante os servidores quando o vereador ocupava um cargo na chefia do Órgão de Trânsito de Videira.

Na sessão, o vereador mencionou o caso na tribuna, criticando o servidor envolvido na denúncia e alegando a própria inocência. Ele também teria insinuado que o homem teria feito uma rifa para arrecadar dinheiro para o tratamento de um filho com deficiência, e utilizado o dinheiro para ganho próprio.

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Essa acusação aparenta ter sido o estopim da briga. Poucos minutos após o vereador deixar a tribuna, o servidor passou a atacá-lo verbalmente. Proferindo palavras de baixo calão, o homem se dirigiu até o vereador, afirmando que ele não deveria falar no filho ou da família do servidor. Um segurança tentou parar o servidor, mas foi derrubado.

Quando o segurança se levantou, conseguiu conter o servidor com o auxílio de outro homem. Os dois afastaram o servidor e o conduziram, ainda gritando, para fora do auditório. Após a briga, a transmissão da sessão ordinária foi pausada.

Segundo a Prefeitura de Videira, um Processo Administrativo foi instaurado e irá apurar a conduta do servidor. O homem apresentou atestado de afastamento médico para tratamento e permanecerá afastado de suas funções pelo período determinado.

Em uma nota oficial, o município lamentou o uso da Câmara de Vereadores para discussões acerca de questões pessoais, assim como a violência verbal e física durante o ocorrido, ressaltando que o debate público deve ser pautado no respeito.

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Caso foi registrado durante transmissão da sessão

Confira na íntegra a nota oficial

A Administração Municipal de Videira lamenta profundamente os fatos ocorridos durante a sessão da Câmara de Vereadores desta terça-feira (29), envolvendo um servidor municipal e um integrante do Poder Legislativo. 

A Prefeitura não compactua com qualquer forma de violência e considera inaceitável a tentativa de agressão ocorrida nas dependências da Câmara. A conduta do servidor será devidamente apurada por meio de Processo Administrativo, já instaurado pela Administração Municipal, assegurados o contraditório, a ampla defesa e a análise de todas as circunstâncias relacionadas ao episódio.

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Da mesma forma, a Administração Municipal lamenta que o exercício da vereança, a tribuna e as prerrogativas inerentes à atividade parlamentar sejam utilizados para trazer ao debate público questões de natureza pessoal e acusações que atinjam a honra e a dignidade de servidores.

Cabe registrar ainda que o vereador envolvido responde a processo judicial decorrente de denúncia apresentada pelo Ministério Público por fatos envolvendo agentes de trânsito, entre eles o servidor envolvido no episódio desta terça-feira.

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Em razão de seu atual estado de saúde, o servidor apresentou afastamento médico para tratamento e permanecerá afastado de suas funções pelo período determinado.

A Administração Municipal reforça que divergências políticas, administrativas ou pessoais devem ser tratadas pelos meios institucionais e legais adequados. Da mesma forma que não admite atos de violência praticados por seus servidores, entende que o debate público deve ser pautado pelo respeito, pela responsabilidade e pela preservação da dignidade das pessoas.