STF julgará se 100 acusados viram réus 100 dias após ataques golpistas de 8 de janeiro

A denúncia é a primeira etapa de uma ação penal pública

Compartilhe:
atos golpistas

Golpistas invadiram STF, Palácio do Planalto e Congresso Nacional (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, agendou para o dia 18 de abril o começo do julgamento das primeiras denúncias de pessoas acusadas de participação nos ataques golpistas de 8 de janeiro.

Continua após a publicidade

Receba notícias de Santa Catarina pelo WhatsApp

Rosa atendeu a pedido do ministro relator, Alexandre de Moraes, e estabeleceu que as primeiras cem denúncias serão analisadas entre os dias 18 e 24 de abril, no plenário virtual do STF.

Continua após a publicidade

Os ministros vão decidir se tornam réus as pessoas denunciadas em dois inquéritos —50 delas relacionadas à investigação que apura os instigadores dos atos que resultaram na invasão e depredação das sedes dos três Poderes em Brasília. O restante das denúncias está no inquérito que investiga os executores dos ataques.

Quem são os catarinenses envolvidos nos atos golpistas em Brasília

No começo de abril, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou mais 203 denúncias contra acusados pelos atos golpistas, totalizando 1.390 denunciados.

As 203 pessoas denunciadas na ocasião vão responder pelos crimes de incitação equiparada pela animosidade das Forças Armadas contra os Poderes constitucionais e associação criminosa, cuja pena máxima, em caso de condenação, é de até quatro anos de reclusão.

Continua após a publicidade

Já nas denúncias contra executores, que respondem por crimes mais graves, como golpe de Estado e tentativa violenta de abolição do Estado democrático de Direito, com penas que podem chegar a 30 anos de reclusão, a PGR pediu a manutenção das prisões cautelares.

A denúncia é a primeira etapa de uma ação penal pública. Ela é apresentada ao término das investigações. Se ela for aceita pelo STF, transforma acusados em réus e pode resultar no futuro na condenação pelos crimes apontados.

Continua após a publicidade

*Por Reportagem de Ricardo Della Coletta e Marcelo Rocha.

Leia também

Alexandre de Moraes conclui análise dos atos golpistas em Brasília e mantém 294 presos

Os nomes do golpe: quem são os catarinenses envolvidos nos ataques em Brasília