“Tem censura no Brasil”: Bolsonaro ironiza ao ser questionado sobre prisão de Carla Zambelli

Defesa do ex-presidente tem orientado Bolsonaro a não dar declarações públicas

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Bolsonaro

Declarações de Bolsonaro não podem ser publicadas nas redes por aliados e terceiros (Foto: Antônio Cruz, Agência Brasil)

Nesta quarta-feira (30), ao ser questionado sobre a prisão da deputada Carla Zambelli (PL), que foi sua aliada no passado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) adotou o silêncio. Além do silêncio, o político alegou que o Brasil passa por censura, de forma irônica, e por isso não comentaria o caso. As informações são do O Globo.

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— Tem censura no Brasil ou não? — disse.

A defesa do ex-presidente tem orientado Bolsonaro a não dar declarações públicas e limitar suas aparições. Jair Bolsonaro pode dar entrevistas, mas suas declarações não podem ser replicadas em redes de aliados e terceiros, devido às medidas cautelares.

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Além de Bolsonaro, a família do político também optou pelo silêncio no caso de Zambelli. Eduardo, Flávio e Carlos têm evitado manifestações públicas. De acordo com os aliados da família, a avaliação é que misturar os episódios pode fragilizar a estratégia jurídica em torno do pai, foco principal da preocupação do clã. O silêncio seria uma forma de blindar Bolsonaro.

Zambelli foi presa na terça-feira (29), na Itália, após ter sido condenada por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Zambelli X Bolsonaro

Embora Zambelli tenha sido uma das vozes mais estridentes da ala ideológica bolsonarista, a política já vinha se afastando de Bolsonaro. O ex-presidente, por sua vez, não esconde o desconforto com a deputada. Em maio deste ano, quando ela deixou o país, Bolsonaro declarou:

— Não tenho nada a ver com a Carla Zambelli, tá certo? Não botei dinheiro no Pix dela e tô aguardando.

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A relação entre os dois, antes marcada pela lealdade, se desgastou de forma irreversível após o episódio em que Zambelli sacou uma arma e perseguiu um homem negro às vésperas do segundo turno das eleições de 2022.

O gesto foi visto por Bolsonaro como um dos fatores que contribuíram para sua derrota. Em março deste ano, ele atribuiu publicamente a Zambelli parte da responsabilidade pelo fracasso nas urnas.

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A deputada tentou reaproximação após a eleição, mas não teve sucesso. O rompimento definitivo veio com o episódio da arma. Por causa da ação, ela também responde por porte ilegal de armas e constrangimento ilegal

*Sob supervisão de Luana Amorim

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