A falta de reação e reconhecimento da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições brasileiras de 2026 pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não é habitual. É o que mostra o histórico das últimas eleições presidenciais. Quando Jair Bolsonaro (PL) venceu em 2018, no primeiro mandato de Trump, o presidente americano ligou para ele na mesma noite, o parabenizando.
À época, Trump telefonou assim que o resultado foi divulgado, ainda na noite do dia 28 de outubro. Foi a Casa Branca que informou que a ligação aconteceu, destacando que a ligação foi feita para expressar “um forte compromisso em trabalhar lado a lado para melhorar as vidas das pessoas nos Estados Unidos e no Brasil e, como líderes regionais, nas Américas”. No dia seguinte, Trump também fez uma postagem sobre as eleições no Brasil nas redes sociais.
Assim foi nas eleições seguintes, também. Em 2022, Joe Biden, que estava à frente dos Estados Unidos, parabenizou Lula com rapidez, antes de Bolsonaro admitir a derrota. Nos anos anteriores, a manifestação dos presidentes americanos não passou de um dia após o resultado das eleições.
No entanto, até a manhã desta segunda-feira (26), Trump ainda não havia se manifestado, enquanto outros líderes já parabenizaram Lula. No entanto, o filho Trump, o empresário Donald Trump Jr., compartilhou uma publicação que acusa o governo de manipular as eleições presidenciais de 2026.
As disputas mais apertadas no segundo turno para presidente
Flávio Bolsonaro (PL) não reconheceu vitória de Lula
Em um primeiro discurso após o resultado, Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula nas eleições, disse que pedirá anulação do resultado depois a votação foi prorrogada por duas horas. Flávio e o presidente dos EUA Trump, possuem proximidade política, com reuniões na Casa Branca.
“Tem muita coisa para ser esclarecida antes do Brasil reconhecer essa sacanagem. Eu não vou desistir do meu Brasil. Espero que você que me acompanha também não desista”, disse Flávio Bolsonaro.
O candidato do PL também entrou com pedido para prolongar o período de votação até 19h. No documento, ele havia citado chuvas, alagamentos e interdições de vias que teriam dificultado o acesso de eleitores às seções.
No pedido, foram citados 17 municípios em São Paulo, Paraná e Santa Catarina que seriam impactados pela medida. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou que a decisão de Zanin não causou problemas na totalização dos votos.
“Mesmo diante de todas essas circunstâncias, adotamos todas as providências que se fizeram necessárias e fomos absolutamente exitosos. Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial”, disse.
Segundo Kassio Nunes, a decisão próxima ao fim do horário de votação gerou dificuldades no processo eleitoral.
“Nunca na história do TSE houve qualquer prorrogação. Não seria possível, em poucas horas, construir um juízo de certeza de que nenhum efeito colateral, especialmente no aspecto tecnológico, advino de uma decisão judicial, viesse a impactar significativamente a apuração”, afirmou.







