Uso de tornozeleira e novas proibições impedem planos de nova visita de Bolsonaro a SC

Ex-presidente tinha agenda no Estado marcada para o início de julho, mas evento foi cancelado por questão de saúde

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Bolsonaro falou sobre tentativa de golpe em depoimento à Primeira Turma do STF (Foto: Ton Molina, STF Divulgação)

Bolsonaro foi alvo de medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica e proibição de sair de Brasília (Foto: Ton Molina, STF Divulgação)

As medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de se ausentar da comarca em que mora, sair na rua após as 19h ou nos fins de semana deve cancelar pela segunda vez os planos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de visitar Santa Catarina.

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Bolsonaro tinha visita prevista ao Estado no início deste mês, quando participaria de um evento do PL em São José, na Grande Florianópolis. No entanto, na semana do evento, a agenda foi cancelada por recomendação médica, depois que Bolsonaro sofreu com novas complicações abdominais e intestinais. Na época, o evento foi cancelado sem divulgação de nova data.

Veja fotos de Bolsonaro

No entanto, na quinta-feira (17), véspera da operação da Polícia Federal que o obrigou a usar tornozeleira eletrônica, Bolsonaro comentou que poderia vir ao Estado ainda no fim deste mês. Em entrevista coletiva após discurso no Senado Federal, Bolsonaro falou sobre a possibilidade:

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— Depende dos médicos e da Michelle [Bolsonaro, esposa]. Eu acho que, no final do mês, vou estar em Santa Catarina — afirmou.

As novas proibições da Justiça, que impedem Bolsonaro de se ausentar sem autorização da comarca do Distrito Federal, onde mora, impedem por ora a agenda que voltava a ser cogitada por Bolsonaro em SC. Desde o primeiro adiamento, no início do mês, o PL de SC não deu mais informações sobre nova previsão de data.

Reações em SC

Jair Bolsonaro (PL) foi alvo de medidas restritivas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além de usar tornozeleira eletrônica, o ex-presidente não poderá acessar as redes sociais e está proibido de falar com o filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos.

Além da tornozeleira eletrônica, Bolsonaro terá que cumprir recolhimento domiciliar noturno, das 19h às 7h todos os dias, e não poderá se comunicar com embaixadores, diplomatas estrangeiros (não podendo se aproximar de embaixadas), além de ser proibido de falar com outros réus e investigados pelo Supremo.

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A prisão gerou manifestações de aliados de Bolsonaro, como o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL). Jorginho saiu em defesa de Jair Bolsonaro após a operação afirmando que restrições são “uma violência” e que o ex-presidente “não merecia estar passando por isso”.

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