A doença de Parkinson afeta mais de 10 milhões de pessoas no mundo e 200 mil pessoas no Brasil, sendo considerada a segunda doença degenerativa mais comum, atrás somente do Alzheimer. Em Santa Catarina, 4.630 pacientes recebem regularmente medicamentos fornecidos pelo Estado para o tratamento da doença, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES/SC).
O tratamento de pessoas com doença de Parkinso abrange desde a Atenção Primária até procedimentos de alta complexidade, explica a SES/SC. Ele pode incluir medicamentos, fisioterapia, psicoterapia e até mesmo cirurgia, em casos específicos, para controlar sintomas e retardar a progressão da condição.
O diagnóstico precoce, acompanhamento e encaminhamento para neurologistas, além de orientação sobre o uso de medicamentos e apoio psicossocial é feito pela Atenção Primária através das Unidades Básicas de Saúde (UBS), que funcionam como porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS).
Como funciona o acesso a medicamentos para Parkinson em SC
Os medicamentos para tratamento da doença de Parkinson são gratuitos em todos os municípios catarinenses, e estão disponíveis nas farmácias das Unidades Básicas de Saúde e nas farmácias de Medicamentos Especializados da SES.
A SES/SC explica que, a partir do deferimento do processo e com disponibilidade de estoque, o paciente geralmente começa a receber o medicamento no mês seguinte. Muitos dos medicamentos são adquiridos pelo Ministério da Saúde, que tem cronograma próprio de envio desses medicamentos.
Cirurgia em hospital referência
Santa Catarina conta com o Hospital Governador Celso Ramos, em Florianópolis, referência em neurologia e neurocirurgia em Santa Catarina, com foco na restauração neurofuncional. A unidade foi a primeira do Brasil a oferecer tratamento cirúrgico para Parkinson pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A cirurgia de implante de eletrodo para estimulação cerebral é realizada no Hospital Governador Celso Ramos em casos mais complexos. O procedimento é visto como o mais eficaz para pacientes com:
- sintomas motores não controláveis com medicamentos
- doença em estágio avançado
- flutuações motoras intensas
Mensalmente, o hospital realiza, em média, oito cirurgias desse tipo, além de oito mapeamentos para a primeira programação, 150 consultas ambulatoriais, 150 retornos e ajustes de programação. Ainda, a unidade recebe mais de 300 pacientes com implantes para tratamento da Doença de Parkinson e outros distúrbios do movimento, dos quais 250 seguem em atendimento ambulatorial regular.
Arraste para o lado e veja dicas para envelhecer ativamente com Parkinson
Lei garante ônibus de graça para pessoas com Parkinson
Um projeto de lei que foi aprovado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e aguarda sanção do governador Jorginho Mello busca garantir transporte gratuito e prioridade de atendimento para pessoas com doença de Parkinson.
De autoria do deputado estadual Sérgio Guimarães (União), o projeto estabelece medidas voltadas a dois eixos principais: a gratuidade no transporte público intermunicipal e a prioridade no atendimento em órgãos públicos e estabelecimentos privados. O texto também prevê a ampliação de políticas públicas na área da saúde e da assistência social em Santa Catarina.
Para acessar os benefícios, conforme o projeto, será necessário comprovar impedimento funcional de longo prazo e estar credenciado na Fundação Catarinense de Educação Especial ou em instituições habilitadas.
No caso da gratuidade no transporte, o projeto estabelece ainda um critério de renda: o benefício será restrito a pessoas com renda familiar de até dois salários mínimos.







