O que é a síndrome de burnout, que afeta 30% dos trabalhadores no Brasil

Especialista da USP esclarece como empresas e profissionais podem lidar com esse distúrbio e quais direitos trabalhistas estão envolvidos

Compartilhe:
Burnout: conheça os direitos de quem sofre com a doença. Foto: Imagem: IA

Burnout: conheça os direitos de quem sofre com a doença. (Imagem gerada por Inteligência Artificial)

Dados da Anamt indicam que 30% dos profissionais no Brasil enfrentam a síndrome de burnout. Desde 2022, a OMS a classifica como doença ocupacional. Hoje, o país é o segundo no mundo em número de casos registrados.

Continua após a publicidade

Otávio Pinto e Silva, professor de Direito do Trabalho da USP, detalha como empregadores e funcionários devem agir, quais garantias legais existem e como prevenir os danos causados pela síndrome.

Clique e participe do canal do Hora no WhatsApp

O que caracteriza o burnout?

É um esgotamento profundo ligado ao trabalho, que compromete a produtividade e pode evoluir para um quadro depressivo.

Continua após a publicidade

Se a empresa não estiver preparada, pode não reconhecer os sintomas do colaborador e piorar seu estado psicológico.

Direitos trabalhistas

Por ser uma doença ocupacional, o burnout segue as mesmas regras de outras enfermidades. Isso significa que quem é acometido por esse mal em decorrência das obrigações do emprego pode ter como direitos:

  • Primeiros 15 dias: salário pago pelo empregador
  • A partir do 16º dia: INSS responsável pelo auxílio-doença

Siga as notícias do Hora no Google Notícias

Continua após a publicidade

Como prevenir o burnout?

Muitas empresas oferecem suporte psicológico, inclusive com sessões incluídas em planos de saúde. O trabalhador deve ficar atento a sinais como cansaço sem motivo aparente, crises de ansiedade, nervosismo e outros sintomas.

Mas a responsabilidade não é apenas do profissional. O RH deve promover um ambiente saudável e identificar sinais de alerta para evitar afastamentos.

Riscos após o retorno

Se o funcionário for demitido por baixo rendimento após o afastamento, pode recorrer à Justiça para retomar o emprego ou receber indenização.

Continua após a publicidade

É importante lembrar também que o diagnóstico exige laudo de psicólogo ou psiquiatra. Cada caso é único, o que dificulta comprovar o vínculo direto entre o trabalho e o distúrbio.

Leia também

Conselhos valiosos que podem salvar o seu casamento

Você faz parte dos 8% que têm TDAH? Conheça os sintomas