Remédios têm alta de preços de até 359% em 2024, aponta pesquisa

Preços de remédios cotidianos sofreram um aumento de até 359% em 2024

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Variação no preço dos remédios

Variação no preço dos remédios também ocorre diariamente de uma farmácia para outra (Foto: Banco de imagens, Reprodução)

Remédios cotidianos, como o Paracetamol, estão apresentando uma grande variação de preços. Um levantamento da ferramenta Cliquefarma, que compara os preços de medicamentos, mostrou que os valores subiram em até 359% durante o ano de 2024. De acordo com os dados, os preços do paracetamol e do prednisolona subiram, respectivamente, 272% e 340%, em comparação com os preços desses produtos no ano anterior.

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Medicamentos que tiveram alta no preço em 2024

De acordo com os dados divulgados pela Cliquefarma, o Rivaroxabana, anticoagulante usado para prevenir e tratar tromboses, foi o remédio que mais sofreu aumento no preço durante o ano passado.

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Outros remédios também tiveram uma alteração elevada no valor em 2024:

  • Rivaroxabana (anticoagulante): em primeiro lugar, com aumento de 359% em um ano;
  • Prednisolona (corticosteroide): o preço aumentou em 340%;
  • Tadalafila (medicamento para tratamento de disfunção erétil): cresceu 328%;
  • Ácido Fólico (vitamina B9): aumentou em 311% ;
  • Paracetamol (antitérmico):teve um aumento no preço de 272%;
  • Citrato de Tamoxifeno (tratamento de câncer de mama): cresceu 271%;
  • Hidroclorotiazida ( tratamento de hipertensão arterial): o valor aumentou em 268%;
  • Cloridrato de Clomipramina (antidepressivo): cresceu 251%;
  • Cloranfenicol + Fibrinolisina + Desoxirribonuclease (tratamento de lesões cutâneas infectadas): aumentou em 248%.

Remédios com grande diferença de valores

Utilizando a ferramenta Cliquefarma, o NSC Total fez uma comparação entre os menores e os maiores preços de um mesmo remédio, no mesmo dia. O levantamento feito nessa terça-feira (28) mostra que a maior diferença entre valores de um mesmo produto chega a R$ 813,46. Veja alguns exemplos:

  • O Letrozol (usado no tratamento de câncer de mama em mulheres pós-menopausa) lidera o ranking: o menor preço foi de R$ 62,90, enquanto o maior chegou a R$ 876,36. Ao todo, a diferença foi de R$ 813,46;
  • O Tadalafila (medicamento para tratamento de disfunção erétil) aparece em segundo: ele obteve R$ 381,6 de variação, sendo R$ 8,25 o menor preço observado e R$ 389,85, o maior;
  • Citrato de Tamoxifeno (tratamento de câncer de mama): o menor preço foi de R$ 28,90 e o maior foi R$ 255,56, totalizando R$ 226,66 de diferença;
  • Rivaroxabana (anticoagulante): apresentou uma variação de R$ 124,2. O menor preço foi R$ 15,76 e R$ 139,96, o maior;
  • Cloridrato de Clomipramina (antidepressivo): R$ 41,37 de diferença. R$ 21,99 foi o menor valor e R$ 36,19, o maior;
  • Hidroclorotiazida + Olmesartana Medoxomila ( tratamento de hipertensão arterial): apresentou R$ 36,35 de variação, com menor preço de R$ 20,50 e maior de R$ 56,85;
  • Prednisolona (corticosteroide): apresentou de variação R$ 31,20. O menor e o maior preço, respectivamente, foram R$ 10 e R$ 41,20;
  • Fibrinase (tratamento de lesões cutâneas infectadas): o menor preço foi R$ 77,56 e o maior R$ 99. Ao todo, o remédio apresentou R$ 21,44 de diferença;
  • Paracetamol (antitérmico): R$ 8,46 de diferença, com menor preço de R$ 2,84 e maior de R$ 11,30;
  • Ácido Fólico (vitamina B9): o menor preço foi de R$ 5,52 e o maior de R$ 13,87. A variação atingiu R$ 8,35.

Motivos para a variação

Geralmente, remédios genéricos são mais baratos em comparação com medicamentos de referência, nome dado ao medicamento de origem.

O motivo dos valores dos genéricos serem mais baixos e mais acessíveis não tem a ver com a ação e a eficácia dos medicamentos: o valor depende, na verdade, dos gastos que as indústrias fabricantes têm para produzi-los.

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A indústria dos remédios de referência precisa desenvolver um medicamento completamente novo, investindo em estudos clínicos que levam anos para serem concluídos. Além disso, depois de finalizados, os produtos recém-chegados ao mercado precisam ser divulgados com propaganda e publicidade, aumentando ainda mais os investimentos. Dessa forma, o valor final dos medicamentos de referência acaba sendo maior.

Os fabricantes dos genéricos não têm esses gastos e os testes de bioequivalência, processos rigorosos usados para provar que os produtos têm a mesma ação dos medicamentos de referência, têm custos bem menores. Assim, os genéricos podem chegar às prateleiras muito mais baratos para os consumidores.

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Dessa forma, os preços dos genéricos dependem de condições específicas de cada fabricante, o que acaba influenciando na variação dos valores dos medicamentos. Para economizar, o consumidor precisa ficar atento e pesquisar os valores dos produtos farmacêuticos antes de comprar.

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