SC tem 178 cidades infestadas pelo Aedes aegypti e já registrou quase 10 mil casos de dengue

Até o momento, foram registradas três mortes por dengue e duas por chikungunya, segundo a SES

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Idosa morreu em decorrência da dengue (Foto: Patrick Rodrigues, Arquivo Santa)

Dengue já fez três vítimas fatais em SC (Foto: Patrick Rodrigues, Arquivo Santa)

Dos 295 municípios catarinenses, 178 estão infestados com o mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue e de outras doenças. Entre 29 de dezembro e 24 de março, Santa Catarina já soma 9.822 casos prováveis de dengue, além de três mortes.

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O vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya foi encontrado em 245 cidades, em um total de 24.441 focos do mosquito. Um município é considerado infestado pelo vetor a partir da disseminação e manutenção dos focos.

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De acordo com o Informe Epidemiológico publicado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC), nesta quarta-feira (26), o número de casos de dengue vem crescendo no Estado.

O alerta é para os próximos meses, com a chegada da chuva, que traz um cenário propício para a reprodução do mosquito.

Em comparação com o mesmo período do ano passado, contudo, houve uma redução no número de casos prováveis de 89,9%. O Estado monitora casos suspeitos em gestantes, por conta da possibilidade de transmissão vertical do vírus.

Até o momento, foram notificados 59 casos prováveis de dengue em gestantes, sendo que desses 14 casos foram confirmados para dengue e 43 estão em investigação.

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Sorotipos de dengue em circulação

Atualmente estão em circulação os sorotipos DENV1, DENV2 e DENV3, sendo que o DENV2 é o sorotipo predominante. Foi identificada transmissão autóctone — que é quando a pessoa contrai a doença no mesmo local onde vive — do sorotipo DENV3 nos municípios de Barra Velha, Blumenau, Brusque, Capinzal, Itajaí, Itapoá e Joinville. Ainda não haviam sido identificados casos autóctones deste sorotipo.

Foram registradas três mortes por dengue, a primeira delas no município de Descanso, de um homem de 17 anos, no dia 26 de janeiro. A segunda morte foi de uma mulher de 71 anos em Itapoá, no dia 25 de fevereiro, e o terceiro óbito no dia 21 de fevereiro, de um homem de 77 anos, na cidade de Nova Itaberaba.

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Outras duas mortes estão em investigação pela Secretaria Municipal de Saúde com apoio da Secretaria de Estado da Saúde.

Casos de chikungunya preocupam

O boletim também traz dados referentes a chikungunya. Foram 294 casos prováveis da doença em Santa Catarina até o momento. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve um aumento de 568,2%.

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Ainda, foram registrados dois óbitos em decorrência da doença, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. A primeira delas, no dia 1 de janeiro, foi em Florianópolis, de um homem de 83 anos. A segunda morte foi em Xanxerê, de uma mulher de 85 anos, em 17 de março.

A Vigilância Epidemiológica de Xanxerê confirmou ainda a morte de uma jovem de 22 anos por conta da doença no dia 3 de março. A SES afirmou que, além das duas mortes confirmadas, há mais uma em investigação.

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“É importante destacar que os casos podem não ser necessariamente por infecção no município de residência, entretanto, demonstram a identificação da circulação viral no estado, e isso é o principal fator de risco para o início da transmissão da doença uma vez que o vetor está presente na maioria dos municípios”, afirma o boletim.

No mesmo período, foram registrados ainda dois casos prováveis de zika, o que representa uma redução de 87,5% em comparação com o ano passado.

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