Todos os mortos por Covid em Blumenau nos primeiros dias de 2022 não tomaram a vacina

Mortes mais recentes foram de dois idosos, de 71 e 61 anos, que não haviam recebido o imunizante contra o coronavírus

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Foram três óbitos relacionados ao coronavírus nos primeiros 14 dias de 2022 em Blumenau. (Foto: Ricardo Wolffenbüttel, Divulgação, BD)

Todas as três mortes que aconteceram por conta da Covid-19 em Blumenau nos 14 primeiros dias deste ano foram de pessoas que não haviam tomado a vacina contra o vírus. A informação foi confirmada por fontes ligadas à Secretaria Municipal de Saúde. No fim desta semana a prefeitura já havia publicado nas redes sociais a informação de que 80% dos internados em UTI não tinham recebido o imunizante.

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No último boletim, divulgado na noite desta sexta-feira (14), Blumenau confirmou a segunda morte por Covid-19 em 2022, de uma idosa de 71 anos que estava internada desde o dia 8 de janeiro. A informação é de que ela não tinha tomado a vacina. Poucas horas depois, outro idoso, desta vez de 61 anos, veio a óbito na cidade, também sem registro de imunização.

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Esses dois casos interromperam uma sequência de seis dias sem vítimas fatais do coronavírus na cidade.

Além dessas duas mortes, Blumenau também havia confirmado o óbito de um jovem de 23 anos no último dia 7. Ele ficou seis meses internado em UTI e, por conta disso, nem sequer teve tempo de receber a vacina contra a Covid-19. Foi o primeiro óbito registrado no município relacionado ao coronavírus em 2022.

Explosão de casos em Blumenau

Desde o início do ano, Blumenau acompanha o cenário estadual e nacional e registra uma explosão de casos de Covid-19. Por quatro dias consecutivos a cidade bateu o recorte de novos casos confirmados em 24 horas. Só nesta sexta-feira (14) foram 1.235 diagnósticos positivos, segundo boletim consecutivo com quatro dígitos neste indicador.

Além disso, a média móvel de novos testes positivos — indicador usado nacionalmente para entender o comportamento da pandemia — está em 732,3, o que representa o maior número desde março de 2020, quando os dados de coronavírus começaram a ser computados. É, disparado, o maior patamar, o que expõe a alta taxa de infecção em Blumenau.

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Em contraste a esse cenário, as internações por Covid-19 nas UTIs da cidade caíram. Depois de uma elevação em 4 de janeiro, quando o número de pacientes na terapia intensiva saltou de seis para 15, houve redução. Nesta sexta-feira, por exemplo, esse número voltou à marca de seis, um dos mais baixos desde o início da pandemia.

Especialistas apontam o avanço da vacinação e a baixa letalidade da variante Ômicron como possíveis responsáveis por esse cenário de baixa nas hospitalizações. Eles são unânimes, porém, em dizer que ainda é cedo para comemorar e que é preciso aguardar mais algumas semanas para entender, de fato, o resultado dessa explosão de infecções.

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